A onda antipetista que assola o Brasil desde a vitória de Dilma em 2014 fez uma vítima inocente em meio a esse ódio, por vezes irracional, ao vermelho ou a estrela petista. A derrota de Fernando Haddad (#PT) na disputa a reeleição para a Prefeitura de São Paulo foi um duro golpe contra o atual prefeito que ele não merecia - ou devera - sofrer. 

Por muito pouco, Haddad não conseguiu o que muitos não imaginavam e chegava ao segundo turno, mesmo com o eleitorado paulistano, onde o ódio irracional antipetista é mais forte. O "tucano" Doria se elegeu no primeiro turno, algo até então inimaginável dentro do pleito municipal de São Paulo, não por ter propostas melhores, tampouco por ser mais experiente, nem até por ser um melhor gestor, mas sim por ser a antítese de Haddad, demonizado por uma população que prefere ver uma estrela ou uma cor, ao invés dos seus feitos.

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Muitos foram os comentários na página do prefeito após sua derrota dizendo que São Paulo não merece Haddad, pelo contrário, São Paulo merece sim, São Paulo merece muito mais Haddad. A ignorância ou mau-caratismo de muitos paulistanos que preferem brigar por 20km/h a mais nas Marginais, que insistem em reclamar das ciclovias, que veem a Avenida Paulista fechada para carros aos domingos como um inconveniente - mas em Nova Iorque e Paris tudo bem - ou criticam as faixas exclusivas para ônibus, "afinal, por que quem anda de ônibus precisa de faixa exclusiva se eu tô parado no trânsito?", esse pensamento incorporado a uma boa parcela da população de São Paulo, esse sim não merece Haddad. 

#Fernando Haddad foi o responsável por colocar um pouco de cor e espalhar um tanto que seja de brilho na "selva de pedra" paulistana, que agora estará nas mãos cinzas do governador Geraldo Alckmin, o mesmo que, além de querer fechar escolas estaduais de secundaristas, manda a Polícia Militar bater em aluno que protesta por querer estudar..

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#Dentro da política