Já foi tempo em que o mercado #Gospel nacional esteve no auge de seu crescimento comercial. Hoje, são raros os mega eventos que levam multidões às ruas para cantar junto com seus principais ídolos da música evangélica. Atualmente, o mercado não está indo tão bem assim.

O jornalista Ricardo Feltrin expõe que a Rede Globo perdeu o interesse pelo mercado da música gospel. A algum tempo atrás, a maior emissora do país começou a investir pesado no nicho da música gospel. Isso porque ele era visto como um setor extremamente lucrativo. A família Marinho não perdeu tempo e firmou relações comerciais com o setor.

 A Globo começou tal investimento a partir do ano de 2008.

Publicidade
Publicidade

O jornalista Ricardo Feltrin acrescenta que a relação entre a família Marinho e o mercado da música gospel começou no mesmo ano. A Rede Record tinha diminuído os investimentos neste setor. A partir daí, era possível ver na televisão os principais cantores participando de programas de domingo da #Globo. A rede também financiava e cobria seus principais eventos, que ocorriam por todo o país, como por exemplo o Festival Promessas (que chegou a fazer parte da programação de fim de ano da Globo).

Desse modo, de 2010 até 2014 esse pacto foi consolidado. Nesse período, a gravadora da Globo, a Som Livre, tinha reservado uma parte de seus investimentos para o nicho gospel.

Entretanto, o interesse comercial da emissora pelo mundo gospel foi diminuindo cada vez mais. Não há mais os mega eventos por todo país, nem os regionais.

Publicidade

As estrelas gospel estão novamente sumindo da tela da televisão.

Por que o mercado gospel é lucrativo?

O risco de investimento no setor gospel era realmente quase zero. Isso porque os consumidores são, literalmente, fiéis. Ou seja, os evangélicos, em suas crenças, acreditam que consumir produto pirata é roubo. Além disso, as estrelas gospel se apresentam como escolhidos de Deus, dessa forma, ao comprar um produto, você também está ofertando a Deus. Assim, a relação de compra e venda pode ser vista como sagrada, uma vez que o produto é considerado como sendo divinamente inspirado.

Isso trouxe um lucro exorbitante nesse setor e foi o que encheu os olhos da família Marinho. Eles perceberam que muitos cantores evangélicos conseguiam vender muito rapidamente um milhão de copias de discos.

“Você adora, a Som Livre toca”

“Você adora, a Som Livre toca” ainda é o slogan da gravadora. O mais interessante é que o próprio slogan demostra o descomprometimento com a questão religiosa da música. Ou seja, é do consumidor a relação espiritualizada com a música, não da gravadora. A intenção, ou o compromisso da gravadora é somente de tocar, isso é, o trabalho dela é apenas de fornecer o produto. O slogan é paradigmático, ele mostra como as relações entre a gravadora da Globo e seus clientes devem realmente ser vistas. #Religião