As pesquisas eleitorais realizadas durante o interregno que compreende o lançamento dos nomes dos candidatos até a data das eleições apresentam números notadamente equivocados e influenciam negativamente os eleitores, especialmente aqueles que entendem não ser útil o voto em um candidato que não tenha chances de ser eleito.

Ainda que pudesse refletir a realidade, a divulgação de resultados de tendência mostra-se como um desserviço à democracia e à liberdade do eleitor em optar pelo candidato que melhor proposta lhe apresenta. Além de não trazer qualquer benefício ao pleito eleitoral, apresentam resultados obtidos por estatísticas equivocadas, diferente do índice de confiabilidade amplamente divulgado.

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Em São Paulo, por exemplo, as pesquisas divulgadas pelo instituto Ibope e Datafolha indicaram que o candidato a prefeito João Doria iria a segundo turno com possíveis 38% a 44% dos votos válidos. Com a margem de erro de três pontos percentuais, o índice estaria entre 35 e 47%. A verdade, conforme pudemos verificar na contagem final dos votos em São Paulo, foi que o candidato João Dória foi eleito com mais 53% dos votos válidos. Os Institutos citados declararam que a margem de confiança das pesquisas seria de 95%, ou seja, a possibilidade do resultado representar a realidade era quase que absoluta, próxima a 100%.

Conforme se vê, as pesquisas eleitorais são falhas, equivocadas e não retratam a realidade. Tais fatos, por si só, faz constatar uma manipulação artificial do resultado eleitoral. Note-se: grande parte dos eleitores se vê influenciado diretamente pelas pesquisas de intenção. O sistema democrático brasileiro prevê a liberdade do voto, o sigilo e a proteção contra qualquer influência na sua manifestação de vontade.

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Ao tempo que o Tribunal Superior Eleitoral adota medidas que garantem a liberdade do voto, proibindo doações por empresas ou a propaganda nos dias anteriores às eleições, nenhuma providência adota em relação aos institutos de pesquisa e que, à evidência, são uma poderosa ferramenta de manipulação de resultados.

Sem pretender adentrar no mérito e legalidade das pesquisas, nenhuma garantia há que os resultados efetivamente tenham sido colhidos de forma legítima, com entrevista pessoal aos eleitores. E se acaso assim tenha ocorrido, ainda assim os resultados não condizem com a realidade que reiteradas vezes se mostra diferente das apócrifas previsões, mostrando que as técnicas utilizadas são ineficientes.

Abre-se espaço à manipulação e à #Corrupção dos órgãos de pesquisa a favorecer a qualquer dos candidatos, sem qualquer controle efetivo do Tribunal Superior Eleitoral e em evidente prejuízo ao sistema democrático brasileiro. Cabe à sociedade exigir maior rigor com a investigação destes institutos, trazendo o tema à debate e concluir se há ou não utilidade à democracia a permissão dada à divulgação de resultados supostamente obtidos por pesquisas eleitoras e que, sabidamente, influenciam grande parte dos eleitores. #Política #Eleições 2016