Empresários e cidadãos, somos todos reféns de uma alta taxa de juros impraticável em qualquer outro país desenvolvido do mundo. E, para alguns especialistas, é inconstitucional aplicá-la acima de 12% a.a - não houve nenhuma PEC de mudança, apenas uma confusão entre ser revogada e reescrita, dando liberdade aos bancos de elevá-la ao céu. Não obstante, esta discussão de usura e desrespeito à constituição, mal é colocada em pauta, nada de se admirar para uma nação que algumas vezes dança sobre a carta magna.

No entanto, esta financeirização, banqueirização, ou seja, bancos ganhando em cima de todos e de tudo, sufoca o consumo das famílias, o crédito para indústria e empresas, impede o país de produzir e vender, e, por conseguinte, traz desemprego e  empobrecimento; até mesmo a famosa dívida pública se multiplica num piscar de olhos, devido aos altos juros.

Publicidade
Publicidade

Brasil, o paraíso dos banqueiros 

Os bancos têm outros motivos para adorar o Brasil, onde lucram até dez vezes mais em relação a outros países, e não há punição e controle sobre o crime de usura. Outro exemplo corriqueiro, segundo alguns economistas, é a taxa de 2,5% a 5% que ganham sobre cada transação efetuada com os cartões de débito e de crédito. Ou seja, por exemplo, ao fazer uma compra ou ir à farmácia, e passar no cartão o valor de R$ 100, automaticamente, de R$ 2,5 a R$ 5 é do banco. Fora daqui, este ganho chega a ser dez vezes menos. Enfim, não há paraíso comparável!

Além do desrespeito

Basta clicar em sites como Reclame Aqui, Procon, ou, simplesmente, buscar por alguma ação civil pública contra bancos, e logo vemos desrespeito e intolerância aos cidadãos. Dizem que estas instituições são multadas; entretanto, isto parece não ser suficiente para fazê-las parar e refletir.

Publicidade

Pior é neste momento de crise e desemprego, quando temos uma divida e pedimos a evolução dos juros - muitas vezes, financeiras e bancos não respeitam e se calam. Por fim, diante de tudo, cabe à justiça e ao Banco Central o dever, o direito e a obrigação de intervir! #Banca #Finança