O presidente Michel Temer deu um jantar neste domingo (9) para os deputados a fim de convencê-los a votarem a favor da PEC 241. Especialistas da área da gastronomia acreditam que foram gastos mais de 30 milhões de reais apenas neste jantar. É basicamente um deboche com o cidadão comum. Gastar milhões de verba pública para falar de teto de gastos públicos.

A PEC 241, conhecida como PEC do teto, e também apelidada pelos seus opositores de PEC da desigualdade, é um projeto de emenda constitucional que propõe um limite para os gastos públicos.

Além de gastos com jantar de gala, Temer também tem gastado com propagandas. Estas propagandas estão sendo bastante divulgadas nas redes sociais, em jornais como Folha de São Paulo, e até mesmo no G1.

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Tais propagandas têm a intenção de fazer com que a população acredite que essa PEC, além de ser necessária, é a última saída para o Brasil “voltar a crescer”.

Em uma das propagandas, em vídeo, a apresentadora compara a PEC do teto com o orçamento da família brasileira comum: “se gasta muito no passado, tem que começar a cortar gastos hoje”. Contudo, nenhum chefe de família começa cortando os gastos básicos e essenciais para o bem-estar da família, e sim o que é supérfluo. Isto é, se o pai de família contraiu uma dívida, na hora de economizar ele não vai cortar na saúde ou na educação dos filhos. O mais certo é que os cortes sejam com as coisas que não são necessárias, como as saídas ao shopping.  Entende-se que a escola das crianças e a saúde são prioridades irrefutáveis, pois é essa matéria que vai determinar o futuro delas, então não devem ser tocadas nem que para isso tenha que devolver a TV de 50 polegadas.

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É justamente aqui que o governo Temer se mostra contra o Brasil, pois ao propor o teto de gastos públicos ele está propondo na prática um corte de gastos para as principais áreas com que o estado realmente deveria se preocupar, que são a saúde e a educação. Existem diversos outros modos de economizar, como por exemplo cortando os lucro dos bancos ou não concedendo isenção fiscal para empresas podres de ricas, entre outras medidas.

O que ocorre de fato é que o piso, ou seja, o mínimo que deveria ser gasto com saúde e educação vai se tornar o teto, isto é, o máximo que deve ser gasto com essas áreas. Daqui a vinte anos continuará havendo falta de médicos e as escolas continuarão precárias, entre outras coisas. Pelos próximos 20 anos não haverá melhora em serviços públicos. #Corrupção #Michel Temer #Política