A disputa entre as duas categorias profissionais parece se acirrar ainda mais, sobretudo após a classe dos médicos ter acionado a Justiça alegando que os biomédicos não poderiam realizar procedimentos estéticos invasivos (como botox ou aplicação de preenchimentos), decisão que foi anulada pelo desembargador federal Dr. Marcos Augusto de Sousa.

Entre os argumentos utilizados no processo, médicos afirmam que os procedimentos julgados pela Justiça não seriam procedimentos cirúrgicos e dermatológicos, e sim apenas procedimentos estéticos. Os biomédicos alegam que não existem provas suficientes que indicam erros causados por procedimentos que foram realizados por esta classe, e também a inexistência de mortes e debilidades nos pacientes.

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Os biomédicos afirmam também que o efeito suspensivo não passa de um "golpe", o qual deixou estes profissionais impossibilitados de trabalhar, causando, assim, grave risco a área, algo de difícil reparação - agora é a vez da citologia estar ameaçada.

No início do mês de outubro, o Conselho Federal de Medicina obteve na Justiça uma liminar para que os biomédicos não pudessem mais assinar os exames citopatológicos (como o importante exame preventivo "Papanicolau"). Os médicos argumentam que o resultado do exame deva ser considerado como diagnóstico, e essa seria uma atividade exercida exclusivamente por sua classe.

Todavia, segundo a  Resolução CFBm nº 78, de 29 de abril de 2002, o #biomédico pode, sim, atuar na citologia oncótica.  A habilitação em citologia oncótica vem cada vez mais abrindo possibilidades para o aprimoramento e crescimento profissional do biomédico.

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Áreas de atuação, como programas de prevenção do câncer ginecológico, mamas e demais sítios corporais, são de extrema importância no combate às doenças malignas e os profissionais biomédicos têm conhecimento específico em citologia e anatomia patológica, não limitado apenas ao diagnóstico, mas, principalmente, na criação e gerenciamento de políticas de #Saúde.

Cabe agora aos biomédicos lutar por seus direitos e dizer novamente NÃO ao Ato Médico. #NãoAoAtoMédico