A sociedade criou um estereótipo das mulheres que lutam pelo feminismo desde que elas resolveram exigir igualdade de direitos, respeito e valorização. Basta fazer uma rápida busca em bancos de imagens da internet com a palavra "feminista" para encontrar imagens de mulheres raivosas em passeatas, que não se depilam, queimam sutiãs e usam roupas assexuadas.

Esta concepção é tão danosa quanto preconceituosa e, os contrários aos ideais de empoderamento feminino, chegam ao ponto de afirmavar que essas atitudes não demonstram uma militância para os direitos das mulheres, mas um desejo reprimido de pertencer ao sexo oposto.

Pois bem, mas a história do feminismo ao longo dos anos, mostra que não existia apenas um perfil, mas vários outros com todas as roupagens possíveis.

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Das bonequinhas do cinema, passando por mulheres negras e mulheres do campo. Sim, todas elas fizeram história, mas talvez a repressão da sociedade não permitiu que seus feitos fossem reconhecidos em larga escala.

Atualmente, o empoderamento feminino está em cada esquina incomodado muito mais por estar ganhando espaço, se fazendo presente redes sociais e nas ações de grandes celebridades do showbusiness como Beyoncé, Hillary Clinton e Noor Tagouri, que recentemente posou para a Playboy americana vestindo seu hijab.

Notou que as citações foram essencialmente internacionais? Também temos representantes como Leticia Sabatella, Maria Julia Coutinho, Ana Muylaert, Clarice Falcão e Giovana Dealtry que representam as brasileiras, atualmente, e contribuem para conscientizar a sociedade sobre a desigualdade e falta de representatividade das mulheres.

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Mas Beyoncé tem um poder de alcance mundial e transmite seus posicionamento em cada show e em suas músicas, o que populariza o pensamento que não devia ser analisado com estranheza, mas como um esforço de reflexão.

E o que a torna um ícone atual deste movimento? Justamente o fato de estar fora do esteriótipo das feministas, ou como alguns gostam de chamar as ativistas mais extremistas, as feminazis, que também demonstram, por vezes, não concordar com o posicionamento de Beyoncé. Segundo elas, quando a cantora apresenta performances com seu marido ou sai em revistas com roupas sensuais, está desvalorizando seu corpo e enviando a mensagem que ela precisa disto para ter a atenção que possui.

Beyoncé já se declarou uma feminista moderna, muito provavelmente para mostrar que acredita que não precisa deixar de fazer o que gosta e tem talento para provar que deseja igualdade entre os sexos, e desde então defende a causa com suas armas, que não são fracas.

Em uma das apresentações mais importantes dos EUA, o show do intervalo do SuperBowl de 2016 Beyoncé fez uma performance recheada de referências a ativistas e movimentos que lutam contra a desigualdade racial, o que foi um prato cheio para conservadores criticarem sua performance sugerindo que ela deveria focar em seu talento de entreter pois poucas pessoas estariam interessadas no que ela pensava sobre questões sociais.

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Vivendo em uma época onde pessoas ainda pensam e verbalizam aberrações como estas, sem dúvidas mulheres, feministas, feminazis ou qualquer outra nomenclatura que possa existir deveriam pensar mais sobre como seria a melhor maneira de lutar contra o machismo e o preconceito.  #Opinião #Beyoncé #Mulher