Em tempo de eleições, ressalta-se que o grande vitorioso no dia 2 de outubro foi o povo. Os candidatos do PT e PCdoB, como se esperava, foram rejeitados pela grande maioria do eleitorado. O PMDB também foi ignorado.

O que o povo quis dizer com a rejeição recorde de alguns candidatos? Qual o recado que os políticos não querem entender?

Sem fazer a tarefa de casa, uma autocrítica eficiente, que levaria os perdedores a repensar suas práticas, dizem os petistas que a culpa é do Lava Jato, do Ministério Público, do Sérgio Moro, do golpe, da crise mundial, enfim, a culpa não é deles.

O que o povo quis dizer não foi: “Fora PT” nem “Fora Temer”.

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O povo rejeitou, sim, os políticos do conchavo, das alianças, os políticos que usam os pobres como escudo para manter suas mentiras no patamar de “falsas verdades”. Políticos que fazem alianças para garantir votos por um lado e poder por outro, mas que ao final querem ser detentores absolutos do poder.

Na cidade mais desenvolvida do Brasil, a vitória do político que não é “político” escancara o respeito que a classe perdeu e, ao mesmo tempo, mostra o uso desse desrespeito para ganhar eleições.

Não vejo com bons olhos essa atitude que alimenta o sentimento de revolta da população para com a classe #Política. Além disso, é o tipo de #Comportamento que tende a afugentar os bons políticos e, acreditem, eles existem e não são poucos.

Somos todos políticos

Todas as nossas ações são políticas, inclusive nossas omissões, quando permitimos que outros escolham por nós, qualquer que seja a situação.

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Somos todos responsáveis por nossas ações e temos que assumir as consequências delas. Isso é política.

Somos políticos mesmo quando negamos sê-los. No entanto, devido aos maus, confundimos política com comportamento oportunista e corrupto.

Os resultados das urnas em 2 de outubro mostram que, embora sigamos desconfiados dos políticos que nos representam, precisamos aprender uma lição. O governo que passou os últimos 13 anos decidindo os destinos do Brasil clamava aos quatro pontos cardeais que os programas sociais seriam preservados, aliás, era nisso que o povo acreditava e foi por isso que se manteve no poder por tanto tempo. Eram mentiras elevadas à categoria de “falsas verdades”.

É impossível separar política econômica de política social num país onde a falência econômica foi costurada durante esses 13 anos para beneficiar os partidários do poder. Quem mais precisa dos programas sociais são exatamente os que mais sofrem.

Precisamos aprender a lição. Para reverter o quadro negativo de #Corrupção e de oportunismos na política, precisamos da política como instrumento de ação para as mudanças que se fazem necessárias. E não é prerrogativa exclusiva de quem se candidata a cargos públicos, mas sim faz parte das nossas vidas e de nossas lutas, mesmo quando dizemos que não somos políticos.