O Congresso Federal deu o primeiro sinal que irá aprovar a Proposta de Emenda à Constituição 241 - PEC do teto de gastos - ao passar com folga (366 de 308 necessários) na votação em 1º turno na Câmara na noite desta segunda-feira (10). Mas como cerca de 400 ilustres convidados do presidente em um jantar regado a dinheiro público poderiam decidir, 24 horas depois, congelar e estabelecer um teto de investimento pelos próximos 20 anos?

*vamos abrir um parêntese: vale ressaltar, o senhor visto de frente nas imagens trata-se do deputado Carlos Marun (PMDB-MS), último fiel aliado de Cunha, que o defendeu até o momento de sua cassação. 

Voltando...

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não é apenas pela imoralidade de 366 pessoas discutirem, regados a um banquete, como devem dar educação e saúde para milhões. Não é pelo fato de 366 pessoas, com seus salários de R$ 33.763,00 como deputados, definirem que pelos próximos 20 anos os milhões que vivem do salário minimo terão que se contentar com seu reajuste sob a inflação. Não é apenas pela parcela do orçamento voltado ao pagamento de dívidas e juros de banqueiros está intacta.

É muito por um Governo, que não passou pelo crivo das urnas, tampouco teve suas propostas validades pelo voto, mexer de forma tão arbitrária na Constituição, talvez a maior mudança desde a Constituinte, e retirar os poucos direitos que boa parte da população necessita. É muito mais do que um #ForaTemer ou #ForaQuerida, como se bipolarizou de uns tempos para cá.

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É, com certeza, pelos que não fazem ideia que estão sendo golpeados - com o perdão da expressão em tempos atuais - e que, quando abrirem os olhos, irão perceber que em um tempo remoto, eles tinham pouco, mas, ao menos, tinham algo.  #pec 241 #Michel Temer #Dentro da política