Fernanda Gentil assumiu publicamente seu relacionamento com a também jornalista Priscila Montandon, o que acabou gerando várias críticas direcionadas à apresentadora. Seguidores até anunciaram que iriam parar de acompanhar o seu trabalho por conta da sua orientação sexual.

A maioria dos comentários negativos se apresenta de forma anônima em notícias ou como um daqueles milhares de comentários numa foto que praticamente ninguém tem paciência para ler. E essa é justamente a estratégia: se mostrar, mas ao mesmo tempo não ser visto.

O preconceito tem se mantido escondido nos almoços de família, com olhares diferentes, risadas, em um "é só a minha opinião"...

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mas ainda está lá, e todos sabem disso. E a resposta da Fernanda? "Tô bem, tô viva". Mas será que todos os homossexuais são abençoados com a mesma sorte de estarem bem e vivos com tudo isso? O recente massacre em Orlando, nos EUA, já responde a essa pergunta.

Entretanto, tapar o sol com a peneira não é a solução, e muito menos forçar todos a se queimarem. Empurrar garganta a dentro um conceito "novo" só reforça o ódio e a ideia de segregação como solução "temporária de tempo indeterminado". 

Entendam: aqueles comentários nas notícias não podem ser arrancados de lá de uma hora pra outra, eles são apagados sozinhos, pelos próprios autores. Não é só o conceito de sexualidade que está mudando, mas sim toda uma geração, todo um mundo, e isso leva tempo. Em um exemplo mais prático: não adianta fazer sua vó gostar de Anitta se ela cresceu ouvindo Beatles.

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E qual a seria a solução? Esperar, mas de uma forma de que ainda se faça presente.

Gays precisam se tornar naturais, assim como está se tornando natural ver homens de camisa rosa e mulheres de vestidos azuis. É um processo demorado, mas possível. Não é preciso gritar, ofender, fazer textos enormes nas redes sociais... Simplesmente, existam! Andem na rua de mãos dadas com seu parceiro, coloquem Lady Gaga nos fones de ouvido, sejam vocês mesmos. Porque no final, estarão bem com vocês mesmos... e vivos, claro. #Globo #Fernanda Gentil #Homofobia