Lembram-se daquele dia turbulento que ocorreu um julgamento no Senado Federal, comandado na época, pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, o qual decidiu sobre o futuro de #Dilma Rousseff? Mas precisamente às 15h05, do dia 31 de agosto, em que a petista estava na residência oficial, ou seja, no Palácio da Alvorada quando foi notificada para afastar em definitivo da Presidência da República, em decorrência do processo de impeachment?

Conforme uma reportagem publicada pela revista "ÉPOCA" ressalta que, foi justamente naquele momento que a petista recebia o ofício do Senado que também encerrou os cinco anos e oito meses do #Governo Dilma somado com aproximadamente treze anos em cargos de gestão federal, possibilitou o ex-Ministro Carlos Eduardo Gabas, salvar a ex-presidente da República.

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Gabas, com muita rapidez chegou pela porta dos fundos do Instituto da Previdência Social (#INSS), situado na quadra 502 sul, do Plano Piloto em Brasília, resolveu atravessar dezenas ou até centenas de pessoas que ali estavam, aguardando apenas pela senha do agendamento para iniciar o processo de requerimento da aposentadoria, quiçá a sua conclusão.

Ocorre que o ex-detentor da pasta da Previdência chegou ao local acompanhado por uma procuradora da ex-presidente, munida de todos os documentos necessários para dar entrada e concluir a aposentadoria ao mesmo tempo. Gabas se encaminhou para o departamento de exclusividade de servidores e foi desta forma, que ocorreu a consumação efetivada pelo chefe da agência, junto a Iracemo da Costa Coelho e outras autoridades do INSS.

Como um toque de mágica, Dilma Vana Rousseff era a mais nova trabalhadora aposentada na capital da República.

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Em seu cadastro, computou-se um período de 40 anos para contribuição previdenciária, nove meses e dez dias. Quando Gabas retirou-se da sala das autoridades, a ex-presidente já havia alcançado o teto do regime previdenciário, ou seja, R$ 5.189,82. Lembrando que, ainda naquele dia, o cadastro da ex-presidente tinha sofrido 16 alterações, ou seja, recomeçou o cadastramento do zero, para tudo dar certo.

Note que, um cidadão comum de posse de todos os seus documentos, simplesmente para solicitar ao INSS o primeiro agendamento para a aposentadoria, deverá aguardar no mínimo 74 dias, informação da própria autarquia. Mas, no Distrito Federal na mesma localidade em que Dilma se aposentou, são aproximadamente 115 dias. Então, porque maltratar o cidadão brasileiro? Uma vez que a própria petista poderia ter utilizado de políticas públicas em função de aprimorar a celeridade da Autarquia. Infelizmente, o exemplo dado pelos ex-gestores do país não agradou, pois, a situação trouxe claramente mais um dos episódios de privilégios aliados aos fatores de influência do Governo.