Ser #professor hoje não é tarefa fácil, seja numa escolinha do interior da Amazônia, ou numa escola do meio urbano, grande ou pequena. O desrespeito, a violência, a desvalorização, são problemas que atingem a todos os profissionais da #Educação e estão para além da geografia física. No entanto, esses problemas se agravam ainda mais quando se é professor na Amazônia brasileira.

Para além da famigerada remuneração, corrupção e falta de transparência na gestão pública, prática de coronelismo e nepotismo, precário serviço de internet e recursos tecnológicos, de infraestrutura, material didático-pedagógico, distanciamento dos centros de formação, falta de incentivo à pesquisa, são problemas que aparecem associados ao desinteresse do professor em optar por lecionar na Amazônia.

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Para entender, reconhecer e homenagear o trabalho de milhares de professores e professoras dessa imensa Amazônia, cabe aqui a lembrança do grande herói da Mitologia grega, Hércules. Sim, ser professor ou professora no Brasil e, em especial na Amazônia, é ter a força, a vontade e, sobretudo, as habilidades de Hércules. Mas como não somos deuses (somos humanos), ser professor na Amazônia também é:

1. Ser corajoso. A coragem é uma virtude que nos impulsiona para o progresso. Mesmo com todos os problemas, os professores da Amazônia só falam em elevar o baixo desempenho escolar dos estudantes.

2. Ser persistente. A persistência é uma habilidade que nos ajuda a alcançar aquilo que queremos. O objetivo dos professores da Amazônia é formar meninos e meninas cidadãs.

3. Ser justo. A justiça é uma virtude fortemente encontrada nos professores da Amazônia.

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São homens e mulheres que agem de forma íntegra, correta do ponto de vista moral, pessoal e profissional.

4. Ser sonhador. Característica ensinada pela forma de ser, pensar e agir, que inspira, orienta, motiva milhares de estudantes em busca de uma vida melhor, a ser como o seu professor ou como a sua professora.

5. Ser integro. Agir com transparência, estabelecer relações de confiança, optar pelo caminho certo em vez do mais fácil, são lições ensinadas todos os dias pelos professores da Amazônia.

6. Ser inspirador. Desenvolver atividades de ensino que sirvam de exemplo para os outros tem sido prática constante de uma infinidade de mestres da Amazônia e, como exemplo, cito o nome da professora Martha de Aguiar Falcão.

7. Ser protagonista. Liderar pelo exemplo, propondo caminhos e assumindo a responsabilidade pelo seu destino, sem culpar terceiros. Conquistar e cumprir seus objetivos pelo próprio esforço.

8. Ser prático. Botar a mão na massa, fazendo sempre o melhor possível e mantendo-se firme rumo aos seus objetivos.

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Não escolher tarefas, nem se abater diante de fracassos.

9. Ser criativo. Sem recursos, sem apoio, o professor da Amazônia deve imaginar, inventar e realizar algo novo e original todos os dias para manter e despertar o interesse dos estudantes pelo conhecimento.

10. Ser espirituoso. Diante da ausência de recursos mínimos para o desenvolvimento de uma boa e excelente aula, o professor deve usar o humor para não somatizar problemas e manter o corpo e a mente sãos.

11. Ser acolhedor. É dar às pessoas espaço para que elas se manifestem como são, é saber escutá-las com atenção, é ser amável, de trato agradável, enfim, ser capaz de perceber o outro como irmão, amigo.

12. Ser inteligente. Característica fundamental do professor da Amazônia. É ser corajoso, persistente, justo, sonhador, íntegro, inspirador, protagonista, prático, criativo, espirituoso, acolhedor, enfim, reconhecedor das próprias limitações e potencialidades.

O desafio está posto. Quem se habilita a ser professor na Amazônia? #amazonia