É triste constatar a falta de sensibilidade e, principalmente, de solidariedade, que vem sendo sistematicamente praticada pelos chamados países desenvolvidos, esquecidos de seus respectivos passados colonialistas. Assim, fingem não ter nenhuma responsabilidade direta e/ou indireta com esse êxodo que envergonha toda a humanidade.

Humilhados e tratados literalmente como lixo indesejável, são confinados como animais em campos de #Refugiados mantidos pela caridade hipócrita e inútil, manipulada e decorativa ONU, que nada ficam a dever aos campos de concentração nazistas.

E esses refugiados são ainda segregados e impedidos de sobreviver e de buscar oportunidades de vida por inúmeros muros da vergonha erguidos ao longo das fronteiras europeias, revelando a verdadeira face de uma Europa étnica, social, política e economicamente racista, intolerante e discriminatória.

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Com a crescente islamofobia, a ascensão e influência sectária da extrema direita nos EUA e em todos países europeus, especialmente na França, teme-se a possibilidade de submeter esses campos de refugiados sírios a uma nova Noite de São Bartolomeu, a exemplo do que barbaramente ocorreu no Líbano, em 1982, com os refugiados palestinos confinados nos campos de Sabra e Chatila.

Por serem muçulmanos em sua maioria, homens, crianças e mulheres, inclusive grávidas, foram barbaramente massacrados a tiros e a golpes de baioneta numa ação conjunta liderada pelo exército israelense comandado pelo então general e criminoso de guerra Ariel Sharon, com as tropas falangistas católicas libanesas, de extrema direita, lideradas pelo sanguinário Major Haddad.

Movidas por razões políticas inconfessáveis, contrárias aos princípios de respeito à autodeterminação dos povos e soberania das demais nações, França, Inglaterra e Alemanha, comprometidos até o pescoço no esforço conjunto liderado pelos EUA de sabotar e tentar derrubar o governo do Presidente Bachar El Assad, são os verdadeiros responsáveis hoje pelo uso imoral desses pobres e inocentes refugiados sírios como escudo, massa de manobra e arma política estratégica no complexo tabuleiro geopolítico do Oriente Médio.

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Apoiada numa sórdida política de informação manipulada, a coalisão liderada pelos EUA e integrada pela Inglaterra, França, Alemanha e também por Israel, seu braço armado no Oriente Médio, a exemplo do que já ocorreu impunemente no Iraque, Líbia, Sudão, Yemen, Líbano, Egito e em todo o chamado Chifre da África, executa sua estratégia expansionista de ocupação e dominação política e econômica da maior região produtora de petróleo do mundo.

De forma dissimulada e por enquanto travada nos bastidores, uma nova guerra mundial vem sendo desenhada atualmente e, por enquanto, sem o uso de armas nucleares, pelas cinco superpotências, através de movimentos militares e estratégicos nada sutis no verdadeiro campo de prova em que se transformou o Oriente Médio.

Sem se importarem com a vida e o destino de milhares de pessoas inocentes que habitam o “campo de prova” sírio e considerados, no jargão militar, apenas como “efeito colateral”, essas superpotências testam suas respectivas estratégias de convencimento e poder de fogo.

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Os EUA e seus aliados europeus, como se fossem os novos cavalheiros templários do mundo contemporâneo, usam o falso discurso dos princípios democráticos ocidentais e da proteção dos grupos rebeldes por ele ideologicamente orientados, porém, nunca admitidos, que tentam com o uso ilegítimo da força destituir o governo de Bachar El Assad.

Resumindo essa verdadeira obra de terror que vem sendo escrita impunemente por todos os membros que integram o Conselho de Segurança da falida ONU, até o momento não há vencedores nessa guerra política, estrategicamente ideológica. Moral e humanitariamente vergonhosa, mas apenas pobres e inocentes em diáspora num mundo que já não se sensibiliza mais com a sua dor e seu sofrimento, como se fossem apenas mais uma pedra no caminho! Miserere Nobis! #Guerra Civil #Conflito na Síria