Yasmin Montoy, de apenas 20 anos, foi brutalmente assassinada no último final de semana. Seu corpo foi encontrado no Parque do Carmo, zona leste de São Paulo, apresentando claros sinais de agressão e uma lesão na cabeça que teria sido causada por uma paulada. Ela completaria 21 anos de idade no domingo, 16 de outubro.

Segundo conta seu amigo, que preferiu não se identificar, em entrevista ao portal R7, a agressão física não consta no boletim de ocorrência e o laudo aponta que Montoy morreu de overdose. Yasmin se prostituía e o amigo acredita que o crime teve claras motivações transfóbicas.

 A jovem havia começado sua transição havia pouco tempo e estava juntando dinheiro para colocar silicone nos seios.

Publicidade
Publicidade

Ainda de acordo com o amigo, as pessoas que testemunharam a agressão desapareceram sem dar notícias, talvez por medo de se envolver. Nas redes sociais, amigos se manifestaram sobre o caso, lamentando a morte da garota, e reforçaram o desejo de se investigar o assassinato e punir os culpados.

Além da brutalidade com que foi assassinada, Yasmin foi vítima também da #Transfobia institucional, como muitas travestis e mulheres transexuais que não têm suas mortes investigadas - isso quando são notificadas, uma vez que com frequência os registros são feitos com os nomes de batismo (masculinos) e elas acabam sendo consideradas "homens vestidos de mulher". O descaso e a discriminação também fazem com que testemunhas não se manifestem.

Neste ano de 2016, o número de pessoas trans assassinadas no Brasil já passa de 100 - o país é o que mais mata transgêneros no mundo.

Publicidade

Ontem, 13 de outubro, uma travesti não identificada foi encontrada morta em uma viatura da Polícia Civil em São Paulo, no bairro Santa Cecília, zona oeste da cidade. Segundo a Ponte Jornalismo, dois policiais foram sair com a viatura do 77º Distrito Policial e perceberam que a travesti estava morta no compartimento onde são deixados os presos. A viatura estava danificada nos vidros, na lataria, na fechadura e na parte acrílica de dentro do carro. O delegado seccional e o responsável pela corregedoria dizem ter revisado as filmagens feitas pelas câmeras de segurança e afirmam não ter detectado nenhum comportamento irregular por parte dos policiais. O caso permanece um mistério e nos resta acompanhar para ver se terá solução. #Violência #Casos de polícia