A expectativa era grande para o ano 2000, mas não teve nada de colônia na Lua, viagem no tempo ou prolongamento da vida através da criogenia. No entanto, a tecnologia avançou muito, e além de celulares, internet, DVD e TVs mais finas, o início do milênio ficou marcado por uma “excelente tecnologia” que prometia fazer com que as notas de papel durassem muito mais. 

A promessa vinha da Austrália, e aqui nesse Brasilzão de Meu Deus, governantes estavam à procura de uma forma de levar as comemorações pelos 500 Anos do Descobrimento – se é que podemos chamar invasão de descobrimento – até o povo. 

Nada melhor que embarcar nessa “excelente tecnologia”, que vinha lá do outro lado do mundo.

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E assim, um pessoal se uniu para homenagear Pedro Alvarez Cabral e criar a nota de R$ 10 de plástico, ou mais precisamente, de polímero. 

Projetada por Tereza Regina Barja Fidalgo, a produção foi feita a partir de gravuras manuais, feitas por Mário Dittz Chaves e Cláudia Lopes Tolentino, foram baseadas em fotografias de Bruno Alves/Reflexo, Luiz Cavalcanti Damasceno, João Américo Peret e Nízio Fernandes. O trabalho gráfico ficou por conta de Marise Ferreira da Silva. 

Quanto vale a nota de plástico hoje?

Lançadas em 22 de abril de 2000, apenas 125 milhões de cédulas plásticas foram colocadas em circulação. Dezesseis anos depois, isso faz com que seja extremamente raro encontrar uma nota dessas em circulação, por conta disso, entre colecionadores, elas podem chegar a valer até 200 vezes seu valor. 

Mas calma, não é qualquer nota de plástico que vale tudo isso.

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Em primeiro lugar, há de se observar o estado em que ela se encontra. Se tiver vincos, falhas na impressão – sim, depois de um tempo a impressão começava a sair e partes da nota ficavam transparentes – ou dobras, elas valem menos. 

Outro detalhe é ficar de olho na numeração da nota. Apesar de ter sido produzida apenas em 2000 e em pequena quantidade, existem duas versões das notas de plástico. 

Até a série que inicia com a numeração A0586, a nota tem no Anverso a efígie de Pedro Álvares Cabral, o mapa "Terra Brasilis", um trecho da carta de Pero Vaz de Caminha e uma rosa dos ventos. Já no reverso contém uma versão estilizada do mapa do #Brasil e também imagens de rostos típicos na população brasileira (índio, branco, negro e mestiço). 

Mas a partir da numeração A0587, foram feitas algumas alterações. O nome de Pedro Alvares Cabral passou a ser escrito por extenso, a frase “Deus seja louvado” começou a ser impressa em laranja, o relevo da marca tátil aumentou e as microimpressões do reverso da cédula ficaram mais definidas. Assim sendo, notas intactas até A0586 valem mais. #Economia #Curiosidades