Qualquer pessoa de mediana inteligência, e mesmo de sumários conhecimentos formais, tem uma noção básica do que seja #Democracia e Legalidade. Ambos os conceitos foram forjados pela mente criativa e engenhosa do Homem, com o avanço do processo civilizatório. Não custa, no entanto, lembrar mais uma vez esses conceitos para os incautos e desavisados, ou mesmo para os espertinhos, em textos extraídos de dicionários virtuais. 

Democracia

É um regime de governo em que todas as importantes decisões políticas estão com o povo, que elege seus representantes por meio do voto. Uma das principais funções da democracia é a proteção dos direitos humanos fundamentais, como as liberdades de expressão, de religião, a proteção legal, e as oportunidades de participação na vida política, econômica, e cultural da sociedade.

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Os cidadãos têm os direitos expressos e os deveres de participar no sistema político que vai proteger seus direitos e sua liberdade.

Legalidade

O Princípio da Legalidade é um conceito jurídico, parte dos direitos e garantias fundamentais do indivíduo, e estabelece que não existe crime se não estiver previsto em lei.

A palavra "princípio" significa algo que vem logo no começo, a causa, o que dá a base. É, portanto uma definição pela qual a teoria se desenvolve. No universo jurídico, os princípios são postulados criados para estruturar o Estado de Direito.

Constante evolução

A Democracia é um ideal e como tal uma obra inacabada e em constante evolução. Poderíamos afirmar que, na verdade, seria um farol a brilhar no imaginário da humanidade, atraindo-a com um imã em seu esforço de evolução.

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Como qualquer invenção humana, não é perfeita e o mesmo se pode dizer do conceito de Legalidade. As leis estão em constante aperfeiçoamento, para irem se adequando às dinâmicas mutantes que regulam as relações entre os seres e as nações.

Qualquer pessoa, cujas convicções a situem em qualquer ponto do espectro politico (desde a mais radical esquerda a mais obtusa direita), entende e anseia pelo ideal democrático, ainda que eventualmente tente burlá-lo quando seus interesses pessoais se chocam contra ele.

Estas bandeiras não têm monopólio e nem patrocínio, e portanto brandi-las associando-as a pessoas ou grupos políticos tira a legitimidade e a grandeza deste discurso.

Quando o discurso em sua defesa se torna falseado e contaminado por teorias ideológicas, e não mais pelo ideal que a sustenta, expõe de forma escancarada sua malandragem e tentativa de manipular consciências.

Nota-se aí a mesma desonestidade com que algumas igrejas, tendo fragilizado o rebanho, tornando-o submisso e doutrinado, passam, a seguir a conduzi-lo como massa de manobra, em defesa de seus interesses políticos/partidários e/ou religiosos.

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E o grande problema é que, para pessoas cooptadas intelectualmente e emocionalmente, tanto por seitas quanto por partidos políticos, o terreno do diálogo e da negociação se torna quase que absolutamente estéril.

Nestas condições, rebanhos inteiros podem ser levado pacificamente para o matadouro, entoando cânticos religiosos ou mantras, ou mesmo brandindo estandartes sem causa e nem ideal. Apenas e tão somente em defesa ingênua de interesses mesquinhos, que se escondem por trás da santa ignorância.  #Ideologia #Ideal democratico