Estamos tão submersos na correria que é vida moderna que às vezes não nos damos conta do que realmente importa. Muitas vezes é preciso que um “puxão de orelha” nos desperte e faça enxergar que há muito além do que estamos vendo. Foi o que um taxista de Nova York percebeu quando atendeu ao chamado de uma senhora. Ele não fazia ideia de que aquele chamado traria profundas reflexões para sua vida.

Ao chegar no endereço do chamado esperou um pouco impaciente até que a passageira saísse e entrasse no carro. Ela trazia uma mala e pediu sua ajuda. Até então, nada anormal. Era um dia como qualquer outro, uma chamada comum de um dia de trabalho na maçante cidade grande.

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Ela era pequena, de gestos delicados. Devia ter uns 90 anos. A mala era pequena e mesmo assim ela o considerou “um bom moço” quando a ajudou e colocou no carro.

Quando entraram no táxi ela deu o endereço e pediu que o mesmo fosse pelo centro da cidade. Um pouco espantando o taxista falou: “Mas esse não é o caminho mais curto para o seu destino. Na verdade, sai completamente do seu caminho”. E ela com muita serenidade disse que não haveria problema. Que estava sem pressa, pois estava indo para uma casa de repouso.

Aquela revelação deixou o taxista pensativo: “Uma casa de repouso é um lugar que as pessoas vão para morrer”. Foi quando seu pensamento foi interrompido pela senhora que dizia: “Não tenho mais família, meu filho, e o médico disse que meu tempo de vida é curto.” Foi quando o homem, sensibilizado, desligou o taxímetro e perguntou à sua passageira qual o caminho que ela preferia.

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E então começou um verdadeiro “tour” pela cidade e pelas lembranças daquela mulher. Foram duas horas dirigindo por vários lugares, dentre eles o hotel onde ela havia trabalhado, a casa onde ela passou a vida toda com seu marido já falecido e até mesmo o estúdio de dança que ela frequentou há tanto tempo.

Após horas passeando ela disse que estava cansada e que poderiam ir para seu destino. O silêncio tomou conta neste momento e ao chegar no asilo, após as enfermeiras a acomodarem na cadeira de rodas ela perguntou: “Quanto foi o passeio? ” Ao que o taxista respondeu: “Nada”. A senhora insistiu que esse era o seu trabalho, mas o homem apenas a abraçou e lhe estendeu a mão na hora de partir. Foi quando ela disse “Você fez uma senhora muito feliz nos seus passos finais”.

O homem pegou seu carro e saiu pela cidade sem rumo. As #reflexões daquela tarde tomaram conta da sua mente. Agradeceu a Deus por ter recebido aquele chamado, pois aquela mulher havia mostrado o quanto devemos aproveitar os momentos, por menores que sejam.

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Se ele não tivesse atendido àquele chamado com certeza teria trabalhado como faz todos os dias, muitas vezes sem sequer perceber quem é a pessoa que está no banco de trás. Ele se sentia leve e estranhamente feliz por ter não só proporcionado aquele momento para a mulher, mas principalmente por ter proporcionado a si mesmo esse gesto de humanidade por ela e, por ele. “Foi um encontro que mudou a minha vida, com certeza”. Disse a si mesmo. #inspiração #história de vida