Morre o ditador, o grande opressor das massas em #Cuba. Talvez essa seja a manchete que a imprensa do mundo inteiro quis estampar em suas primeiras páginas. Como todos sabem, Fidel é uma figura polêmica. Amado por muitos e odiado por tantos outros. O regime de governo instalado na ilha inclusive sempre foi usado pela direita como exemplo do que o Brasil não poderia ser. O dizer "nunca seremos Cuba" foi repetido em diversos momentos da história do Brasil. Ele serviu de base para o Golpe Militar de 64 e foi resgatado nos protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff.

Mas afinal, Cuba é esse inferno todo? O jornalista esportivo Milton Neves vez ou outra repete em seus programas de rádio uma frase que parece ter sido inventada por ele: "#Fidel Castro é um gênio! Ele pegou a miséria e distribuiu em partes iguais para todos os cubanos".

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A blogueira Yoani Sánchez viajou o mundo para denunciar o horrível regime em que viviam os cubanos. Mas, no meio da escuridão e da ignorância, onde muitos que não vivem em Cuba afirmam que o país é horrível, eis que um cubano, de forma genial, deixa uma jornalista no chão. Ao ser questionado sobre a miséria de seus país, Leonardo Padura, escritor na ocasião entrevistado do programa Roda Viva, responde para a inquisitora que "há mais miséria em um quarteirão de São Paulo do que em toda Cuba". O vídeo, que está disponível abaixo, viralizou.

Apesar da polêmica, ao analisar os indicadores sociais, constatamos que os benefícios alcançados pelo país foram inegáveis. Nenhum país da América Latina, capitalistas, obedientes aos mandos estadunidenses, conseguiu alcançar o desempenho que os cubanos, com seu regime fechado e opressor conseguiu alcançar.

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Cuba apresenta uma expectativa de vida de 78,22 anos (2014), taxa de mortalidade infantil de 4,7 a cada mil crianças nascidas vivas (2014), 6 médicos para cada mil habitantes (2014), taxa de alfabetização de 99,8% (2011), menos de 5% de sua #população é subnutrida (ué! mas não faltam alimentos lá?) e o país tem pontuação de 0,769 no Indíce de Desenvolvimento Humano (IDH), nota que varia entre 0 e 1. Para efeito de comparação, o do Brasil é de 0,755.

Antes da Revolução que colocaria Castro no poder, em 1959, o país era governado por Fulgêncio Batista e era o paraíso da elite estadunidense. Alí funcionavam cassinos e bordéis e a população vivia em condições deploráveis. Se o Fidel era ditador ou não, isso não vem ao caso. Mas você, caro leitor, sacrificaria os direito de escolher o presidente em troca dos avanços sociais alcançados?