“Eu sei que o mundo pensa de nós, somos comunistas, e, claro, eu tenho dito muito claramente que não somos comunistas, muito claramente.”, disse certa vez #Fidel Castro.

Cuba, antes da revolução, era um país com profundas desigualdades sociais e grande parte da população vivia num estado totalmente de pobreza, de miséria. Todo este contexto gerava muita insatisfação nas camadas mais pobres da sociedade cubana, que representava a maioria da Ilha.

Com as mensagens revolucionárias e com sua hábil oratória, Fidel Castro e seu grupo, guerrilheiros aliados, estabeleceram um novo regime pautado na melhoria das condições de vida dos menos favorecidos.

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Porém, muitas pessoas: camponeses; operários desiludidos com o governo de Fulgêncio Batista, também ditador, e, com as péssimas condições sociais, como baixos salários, desemprego, falta de terras, analfabetismo, doenças, passaram a aderir e apoiar a guerrilha, inclusive, combatendo o exército cubano, conquistando vitórias importantes.

Acredita-se que ele estava tão convicto de ser o portador da verdade que, não percebeu o óbvio e sujeitou os cubanos a privações desnecessárias.

Mas, se a revolução cubana fez tão bem para seu povo, por que Fidel utilizou a violência e o autoritarismo para perseguir opositores e calar a dissidência, censurava a imprensa e eliminava totalmente as liberdades democráticas? Será que seu pecado foi deixar-se cegar pela ideologia?

“Os inquisidores tinham medo da literatura e tinham razão para ter medo, as ditaduras estabeleciam vigilância à produção intelectual e tinham razão para isso.

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Romances, com suas metáforas e sua capacidade de abrir portas à imaginação do cidadão, de mostrar-lhe que existem outros mundos diferentes de sua realidade, do ponto de vista desses Estados era obviamente perigosíssimo.” E acrescentou: “Uma novela pode mostrar-nos que se pode pensar em viver num mundo melhor do que o que temos, e quando saímos dela e voltamos para a nossa realidade, vem a insatisfação. E muitas vezes a insatisfação vira revolta.", segundo o escritor Nobel peruano, Mario Vargas Llosa.

No entanto, hoje, acredita-se que, com a morte do presidente Fidel Castro e os acordos firmados com presidente Barack Obama, mesmo que o eleito Donald Trump não os cumpra, enxerga-se uma possível abertura cubana. Em meio a tantas especulações, pode-se afirmar que, com a morte de Fidel, vários indícios levam a crer na escrita de uma nova página na história da #Ilha cubana que, durante décadas, representou o ideal socialista no continente americano. #Cuba