Muitos americanos estão com medo desde a eleição de Donald Trump à presidência. Casos de ameaças, agressões, provocações racistas e todo o tipo de #Violência contra negros, latinos, seguidores da fé muçulmana, homossexuais e pessoas transgênero tomaram as redes sociais e cidadãos assustados narram como têm presenciado demonstrações de ódio e ofensas sendo feitas até mesmo por crianças e dentro de escolas.

Em seu Twitter, Zach Stafford, correspondente do jornal britânico The Guardian vivendo nos Estados Unidos, afirmou que pelo menos 8 jovens trans cometeram suicídio após a eleição, havendo ainda um número considerável de tentativas.

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No entanto, ainda não há como comprovar se são rumores ou fatos.

A certeza que temos é a de que um grande número de pessoas teme pela sua segurança e pelos moldes que têm tomado a sociedade americana.

O que precisamos levar em conta não é a persona de Trump em si, mas o que ele representa ao ocupar um dos cargos mais importantes do mundo - afinal, os Estados Unidos continuam sendo um país influente a nível global. Trata-se de uma sanção ao ódio e à violência contras as minorias, uma validação da discriminação que nunca deixou de ser uma característica do homem branco médio que agora nos confirma não estar disposto a tolerar a diversidade.

Quem elegeu Trump não está aberto ao diálogo e as demonstrações de ódio crescentes mostram não apenas uma disposição para, mas um desejo e um regozijo em oprimir livremente, sem que seja reprimido por isso.

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Vale lembrar que esse fenômeno de ascensão do conservadorismo não se restringe aos Estados Unidos. Recentemente, testemunhamos como a aprovação do Brexit, no Reino Unido, foi seguida de demonstrações xenofóbicas e racistas.

Se nos voltarmos para a nossa realidade, a brasileira, podemos pensar em como militantes que se autodeclaram de direita usam de discursos opressores contra homossexuais, transgêneros, pobres, negros, seguidores de religiões de matriz africana, indígenas, entre outros grupos, como se fossem estes os responsáveis pela crise econômica do Brasil e por todos os males que têm afetado o chamado "cidadão de bem".

Sempre que a ordem aparente é questionada, como ocorre quando grupos oprimidos ganham visibilidade, aqueles que se beneficiam da estabilidade dominante sentem a necessidade de reivindicar seus privilégios - que nem mesmo são perdidos, apenas deixam de ser privilégios quando se tornam direitos sociais estendidos aos que, anteriormente, não os tinham. #Eleições #Eleições EUA 2016