Segundo o site Hello Giggles, homens machistas podem chegar a prejudicar a própria saúde. É o que diz a matéria de Nathalia Salvado, no Vírgula. Depois de uma breve denúncia sobre a "pressão que a sociedade põe nos homens", o artigo nos traz a pesquisa realizada pela Universidade Bloomington, de Indiana (EUA), e publicada pela American Psychological Association, que afirma que homens com o "comportamento playboy", ou seja, comportamento machista, tendo por atitudes características ser dominante, gostar do perigo, ser violento, tentar ter poder sobre as mulheres, têm uma tendência maior a desenvolver depressão e outros problemas mentais. O estudo diz que homens são "pressionados a pensar que não podem expressar sentimentos ou procurar ajuda", resultando no não tratamento necessário em cada caso.

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Os pesquisadores analisaram o comportamento de mais de 19 mil homens e até que ponto eles se conformavam com noções tradicionais de masculinidade, incluindo "desejo de ganhar, necessidade de controle emocional e desprezo pela homossexualidade". "Em geral, indivíduos que se conformavam completamente com as normas masculinas tenderam a ter uma #Saúde mental mais pobre e atitudes menos favoráveis em relação à busca psicológica", afirma Joel Wong, autor principal do estudo. E continuou: "O comportamento 'playboy' (#machismo) e o poder sobre as mulheres são as normas mais associadas às atitudes sexistas".

Consequências nas mulheres

As maiores vítimas dos comportamentos machistas citados no estudo, como "controle emocional", vide relacionamentos abusivos, e "poder sobre a mulher", como o estupro e a violência doméstica, são as mulheres.

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De acordo com pesquisas divulgadas recentemente, a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil. O dado faz parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres divulgou, em agosto desse ano (2016), um aumento de 133% nos relatos envolvendo violência doméstica em relação a 2015; e 142% nos relatos de cárcere privado. Em um ambiente mais conservador, a Universidade Presbiteriana Mackenzie, publicou uma pesquisa onde 40% das mulheres vítimas de violência doméstica são cristãs. #Feminismo