O novo #Governo a cada dia nos traz péssimas notícias. A economia do país está um caos e providências para se retomar o crescimento e livrar o Brasil da recessão têm de ser tomadas o quanto antes. Nesse momento todos nós temos de fazer sacrifícios [discurso oficial do governo]. É hora de darmos as mãos e caminharmos juntos para que o novo governo dê certo, o empregos sejam retomados, a educação se torne de primeiro mundo, a previdência não quebre e não sejamos mais divididos entre vermelhos e amarelos.

Enquanto nós, classe trabalhadora, estamos arcando com todos os custos da crise e da recessão, tem gente se dando muito bem.

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Gente que montou nas costas do pessoal de verde e amarelo guiado com ovelhas pelo MBL. Gente que, ao invés de sacrificar sua parte, está contribuindo para piorar ainda mais o problema. Tomar o governo foi tão fácil quanto tirar doce de uma criança e metade do país mordeu o anzol.

O governo pede a revisão da meta fiscal alegando um rombo de R$150 bi nas contas públicas enquanto a Câmara Federal, sob ordens da nova presidência, aprovou o aumento de 41,47% nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal; o excelentíssimo presidente ofereceu jantares para aprovar projetos e criou milhares de cargos comissionados. Mas, peraí! E o rombo? E os sacrifícios? Esse aumento causará, anualmente, um gasto a mais de R$58 bi, pois a cúpula do funcionalismo público tem seus salários indexados aos dos ministros do Supremo.

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Nossos sacrifícios, ao invés de salvar o país da crise, vai encher os bolsos deles.

Podemos considerar essas medidas como o preço do #Impeachment. Isso mesmo! Fomos inocentes ao acreditar que aqueles deputados e senadores votaram sim pelo impedimento da presidente visando o bem do país!

Como estamos pagando essa conta? Simples. Trabalhando com menos direitos, ganhado menos e tendo menos estabilidade; pagando caríssimos planos de saúde que oferecem serviços de qualidade semelhante ao SUS; vendo nossos filhos terminar a educação básica como analfabetos funcionais incapazes de concorrer a vagas em universidades públicas (FIES e PROUNI estão com os dias contados); pagando caros aluguéis com o pouco que ganhamos (Minha Casa Minha Vida está na mira dos cortes) e; por fim, nos aposentando quando já estivermos perto da morte, pois a reforma da previdência aumentará a idade mínima para aposentadoria. #STF