A bipolarização mundial da #Guerra Fria, com os dois blocos encabeçados pelos Estados Unidos e pela União Soviética, ficou para trás. No entanto, o mundo não pode dizer que vive um período de grande tranquilidade. Longe disto! Há clima de tensão e disputas em diversas regiões do planeta.

A Europa vive o problema do terrorismo islâmico e os movimentos nacionalistas vêm ganhando cada vez mais espaço. A pequena fração dos refugiados da guerra da Síria, que tenta entrar na Europa, tem trazido discussões acaloradas em todos os países do Velho Continente. O Oriente Médio sempre foi um barril de pólvora com as disputas territoriais envolvendo o Estado de Israel e seus vizinhos.

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O Estado Palestino é um sonho que fica ainda mais distante a cada assentamento israelense em áreas ocupadas.

Atualmente, há conflitos sectários por todo Golfo Pérsico. A rivalidade entre o Irã xiita e a Arábia Saudita sunita tem motivado conflitos entre xiitas e sunitas por todos os lados. O Iêmen, por exemplo, sofre com uma #Guerra Civil, onde um grupo xiita patrocinado pelo Irã tomou o poder de um governo sunita apoiado pela Arábia Saudita. A confusão continua com ações militares diretas dos sauditas tentando reverter o golpe.

Na Síria, o governo xiita de Bashar Al-Assad sofre com as milícias sunitas e com a luta contra o grupo sunita Estado Islâmico (EI), que tem o seu lado radical baseado no wahabbismo saudita. O regime sírio conta com o apoio russo e com a oposição americana. O mesmo acontece no Iraque, onde o governo xiita enfrenta sérios problemas principalmente contra os sunitas radicais do EI.

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A Líbia é outro que está em guerra civil e hoje é um país dividido entre xiitas e sunitas.

Em todos os casos, as potências do Golfo Pérsico, Irã e Arábia Saudita, mantêm o apoio político e militar aos seus grupos preferidos. Os Estados Unidos ficam no meio do caminho entre os sauditas aliados históricos e o Irã, com o qual o governo Obama deseja um acordo nuclear. Realmente, a coisa não está fácil.

Ainda na Ásia, os mares da China Meridional e Oriental fervem com antigas disputas provocadas pela descolonização asiática e pelas mudanças na geografia após as grandes guerras mundiais. Estas regiões são ricas em reservas naturais de petróleo e gás, além de servir de rotas marítimas por onde passa boa parte do comércio mundial.

No Mar da China Meridional, a China disputa territórios com vários países, incluindo a Filipinas, Vietnã, Tailândia e Taiwan. Os chineses apelam para o argumento histórico de que sempre pescaram nestas águas e, portanto, tem direito à soberania destes territórios marítimos.

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As Filipinas pediram a arbitragem de Haia para solucionar a questão. A decisão foi de que a China não tem direitos históricos sobre a região. Tal decisão, claro, foi totalmente rejeitada pelo governo de Pequim, que tem criado grandes ilhas artificiais na região para abrigar populações civis ou bases militares.

O Mar da China Oriental, por sua vez, apresenta conflitos entre um número menor de países. Mas o cenário é ainda pior. Os países envolvidos são a China, Taiwan e Japão. No entanto a tensão é maior neste caso. O tratado de cooperação mútua e segurança de 1960 exige que os Estados Unidos protejam o Japão no caso de qualquer agressão estrangeira. A presença naval militar americana na região apenas corrobora este fato.

Para pôr mais fogo no cenário, após a anexação da Crimeia, a Rússia e a Ucrânia (e outras antigas repúblicas soviéticas) vivem um momento de hostilidades e provocações mútuas. Os países europeus e os Estados Unidos mantêm sanções contra o governo Putin, rejeitando todas as manobras militares russas na região. A Rússia segue sendo uma pedra no sapato dos Estados Unidos. Uma grande e incômoda pedra que o fim da Guerra Fria não conseguiu eliminar. Cenário que pode melhorar com a eleição do Republicano Donald Trump, Ou piorar!

Em suma, em todas as partes do mundo há preocupações e o gatilho acionado em qualquer lugar pode pôr fim a nossa aparente paz. #Conflito na Síria