Estima-se que 1% a 3% da população geral sofra do Transtorno de Personalidade Antissocial. E embora esses dados pareçam insignificantes, pesquisas apontam que somente no Brasil haveriam 5 milhões de pessoas com esse transtorno. Os dados se tornam ainda mais alarmantes na população carcerária, onde essa estimativa pode atingir 20%.

Como reconhecer um psicopata?

Embora existam características comportamentais que são típicas desse grupo, faz-se necessário um estudo amplo para identificá-los. Reconhecer um psicopata não é uma tarefa fácil, pois eles são manipuladores, enganam e representam muito bem.

No âmbito judicial, essa problemática já é amplamente explorada, já que seus portadores estão quase sempre envolvidos em atos criminosos ou em processos judiciais.

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No entanto, para a sociedade em geral, esse transtorno é pouco discutido e traz consigo diversas dúvidas.

Características

  • Habilidades para mentir
  • Ausência de remorso ou culpa
  • Frieza
  • Egoísmo
  • Inteligência
  • Charme

A #Psicopatia se revela com um #Comportamento social desajustado, no qual os sujeitos são desprovidos de consciência moral e senso ético. Eles não conseguem se colocar no lugar do outro, apresentando uma deficiência de empatia e altruísmo com o próximo. São frios e não se incomodam com o sofrimento alheio. Pelo contrário, sentem mesmo prazer em mentir, manipular ou cometer delitos.

São mentirosos hábeis e vivem em um mundo quase que paralelo. Eles não só mentem (como nós, às vezes, mentimos), mas fazem isso com muita frequência e maestria. São homens e mulheres infiltrados nos mais diversos contextos culturais e sociais.

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São médicos, advogados, engenheiros sem nunca terem concluído o ensino médio. Além disso, são destemidos e não se sentem constrangidos, nem mesmo ao serem desmascarados. São indiscutivelmente inteligentes, charmosos e persuasivos.

Porém, são frios e não aprendem com as punições. Segundo Hilda Morana, eles reincidem três vezes mais que criminosos comuns. Isso acontece porque eles não assimilam emoções, aliás, eles são incapazes de sentir emoções. Pesquisas do Instituto de Neurociência Cognitiva dos Estados Unidos, revelou que psicopatas têm dificuldade de nomear expressões de tristeza, medo ou reprovação em seres humanos. Isso impede que os psicopatas se coloquem no lugar dos outros.

São egoístas e não mensuram esforços para atingir seus objetivos; trapaceiam, manipulam, cometem atos ilícitos, vale tudo para conseguir o que deseja. E não espere nenhum senso ético deles, nem culpa, nem remorso. Na verdade, como já dito eles, não conseguem se colocar no lugar do outro, e justamente por isso são impulsivos e egoístas.

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A psicopatia, como diversas outras doenças, possui níveis de gravidade, dentre eles: leve, moderado e grave. Sendo assim, eles podem praticar desde atos menos danosos, pequenos golpes ou roubos, até um perfil que utiliza métodos mais brutais e violentos, como em crimes hediondos.

Cabe ressaltar que nem todos que cometem crimes violentos. Pelo contrário, a maioria não são assassinos, mas deixam as pessoas próximas desapontadas, pois são verdadeiros predadores sociais. Geralmente se envolvem em atos ilícitos, aproveitam de pessoas vulneráveis, deixando por onde passam as carteiras vazias e os corações despedaçados. São empresários trapaceiros, políticos corruptos adorados por seus eleitores, líderes religiosos obstinados pelo dinheiro dos fiéis, e assim por diante.

A psicopatia na vida real

O documentário “VIPS – Histórias Reais de um Mentiroso” conta a história de Marcelo Nascimento da Rocha, que levou uma vida repleta de mentiras e golpes aplicados nas mais diversas pessoas. Seu golpe mais conhecido foi quando fingiu ser Henrique Constantino, filho do dono da companhia de aviação Gol, em um evento patrocinado por ela em Recife. O documentário elucida bem a mente antissocial.

Para saber mais, confira o artigo "Faça o teste e veja se você pode ter tendências psicopatas". #Saúde