O ser humano é mesmo um ente magnífico. Fascinante é a capacidade humana de saber de si e do outro. É um #animal elevado à potência máxima. O único capaz de encontrar uma solução para o problema do existir. E não é o único que ama, mas é o único que ama incondicionalmente. O #amor nos faz seres diferentes, pensantes e criativos.

Dentre as tantas características que diferenciam o ser humano dos outros animais, a capacidade de amar talvez seja aquela que mais lhe proporciona prazer. Mas o que seria o amor sem o pensamento? Ou seja, existe amor sem poesia? Ou ainda: é possível amar sem ser amado? Existe amor sem cumplicidade?

Sim, nós somos seres pensantes e “pensar é ir ao encontro do outro”.

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Este “outro” é sempre algo real, concreto. Não pensamos sobre o nada, por exemplo. Pensamos sempre sobre alguma coisa. Em outras palavras: pensar é amar, é gostar de si, é viver intensamente dentro das limitações próprias do existir humano.

Por outro lado, o ser humano nunca está contente consigo mesmo, com o outro, com a sociedade e, às vezes, até com Deus. Não se contenta com o que é, com o que acontece e nem com o que tem; quer sempre mais e mais. Pode-se dizer, também, que o homem é um ser de extremos. Em qualquer tempo ou situação, os excessos são sempre evidentes.

Contraditoriamente, não existe na história da humanidade alguém que reclame de excesso de #conhecimento. Ao contrário, existem pessoas que não tem conhecimento algum. Que pagam fortunas para conseguir e nunca o tem. O conhecimento é a única atividade humana que não tem contraindicação.

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Nesse sentido, precisamos pensar mais e fazer menos. Precisamos pensar mais sobre nós mesmos, sobre o que somos, o que queremos e, principalmente, sobre o que fazemos. O ativismo não leva a lugar nenhum. Aliás, leva sim! Leva aos consultórios de psiquiatras e analistas.

Atualmente, as doenças psicossociais são as que mais crescem no Brasil e no Mundo. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, 23 milhões de pessoas (12% da população) necessitam de algum atendimento em saúde mental. Estes dados corroboram com a tese que estamos defendendo aqui: precisamos pensar mais e fazer menos!

Enfim, precisamos aprender que a cidadania é uma conquista e que os nossos direitos, sejam eles sociais, políticos e econômicos não veem por meio de aplicativos e das redes sociais e sim por meio da luta. Que as nossas lutas sejam pela inclusão e não pela exclusão. Viva o dia da consciência negra. Viva o dia do amor!