Como escritora não é raro ouvir provocações no sentido da possível extinção dos livros. A questão é que todas as artes se reinventam à sua maneira para sobreviver aos novos tempos. A #Literatura é tão antiga quanto a linguagem, é muita pretensão dos terroristas culturais achar que a literatura evoluiu da cultura oral ao kindle para simplesmente desaparecer.

Mesmo o bom e velho formato de papel não parece estar com os dias tão contados quanto se propaga. Por mais que as novas tecnologias estejam trazendo novas formas de alimentar o vício pela leitura (sim, ele existe, e não é incomum), as livrarias seguem de portas abertas e é comum que o leitor adquira a obra em papel depois de ler seu formato digital e o autor se renda às editoras convencionais para publicar livro que já é sucesso online.

Publicidade
Publicidade

Considerando a concorrência que se tem hoje, é possível dizer sim que o livro vai muito bem. Em uma era informatizada com games cada vez mais realistas e um acesso praticamente irrestrito aos mais diversos conteúdos, a literatura impressa segue viva e seus únicos sinais de cansaço foram muito mais reflexo da crise - que diminuiu o poder de compra - do que efetivamente o abandono dos livros.

A literatura em si não tem prazo de validade e vai melhor do que nunca. Nunca antes se abriu tanto as portas para o autor de mesa de bar, de porta de banheiro de rodoviária ou de guardanapo expor suas criações. Sobram plataformas online que permitem a absolutamente qualquer pessoa, sem qualquer tipo de filtro, publicar seu próprio livro. E, embora eu seja old fashion e nada entusiasta desse modelo, é inegável que entre um autor de ocasião e outro, está um que nunca teve oportunidade de outra forma, mas merecia.

Publicidade

Tem autores nessas plataformas que alcançam um número de leitores que ultrapassa muito best seller publicado de forma tradicional. Como é possível, nesse cenário, achar que o livro está morrendo?

O livro está rejuvenescendo, se reinventando como deve acontecer com qualquer arte que sobrevive milênio. A reinvenção é positiva e necessária, e isso não significa em absoluto que o bom e velho livro de papel está com os dias contados. Talvez em 30 anos eu mude o tom, mas hoje enxergo um futuro próspero para meus melhores amigos, em especial pela minha convivência com uma turma super jovem que não sai de casa sem um livro na mochila.

Vida longa à literatura. Como sempre, vão-se os pessimistas, ficam os livros! #Opinião #Comportamento