Na atual conjuntura política, boa parte da sociedade brasileira experimenta um período de grande otimismo. Os cidadãos de bem estão encantados com a operação Lava Jato, esperançosos de que ela está limpando o país da #Corrupção instalada pelos governos do PT e que, quando ela for concluída, finalmente o Brasil estará livre desse mal que consome nossos impostos e assola nossa população. Heróis acabam sendo eleitos pela mídia e pelas massas como Joaquim Barbosa (ex-ministro do STF) e Sérgio Moro (juiz que conduz a #Lava Jato em Curtiba).

Mas o que pouca gente desconsidera é que a corrupção não é um problema exclusivo da política.

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Parece que, como em um passe de mágica, eu deixo de ser um cidadão exemplar para me tornar um grande sem vergonha ao ser eleito para um cargo na administração pública. Tem aqueles que acham que deveria inclusive haver pena de morte para os corruptos por alegarem que a impunidade é o maior problema nos crimes cometidos na vida pública de nossos governantes.

A corrupção, porém, está enraizada na cultura brasileira. Faz parte do nosso cotidiano e é praticada por boa parcela da população brasileira. Provavelmente todos conhecem aquele cara que pagou pra passar no exame de CNH, que se utiliza de ligações irregulares de TV por assinatura ou internet, que consome mercadoria falsificada consicientemente, compra produtos sabendo que são roubados, faz acordos com patrões para sacar o FGTS etc. Nós, independentemente de sermos políticos ou cidadãos comuns, estamos sempre querendo levar vantagem e sair ganhando, salvo raras exceções.

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Além disso, podemos ver, com um pouco de atenção, que as punições a políticos corruptos são seletivas e muitas vezes tem caráter político.

Portanto, pensar que prender corruptos vai acabar com a corrupção é uma grande ingenuidade. O máximo que fazermos é substituir um por outro. Talvez o caminho para sanar esse problema seja o investimento a longo prazo em #Educação a fim de ultrapassar esse estigma cultural que carregamos. Só a formação do cidadão pleno, consciente e honesto poderá levar, em um futuro muito distante ao fim da corrupção política no país.