Um costume brasileiro é a rivalidade esportiva, mas cada vez mais acontece um amadurecimento das torcidas para entender que #Futebol é também um negócio e, mais do que ganhar ou perder um campeonato, o que conta para o #clube é o lucro no final. Quantos clubes que ganharam algum campeonato depois de um breve período em que as contas foram "apaziguadas", ou vendem o passe de seu craque, não conseguem se restabelecer?

Pois bem, #Esporte no Brasil era para ser opção de orientação, a trazer caráter aos esportistas, como "gladiadores" dos escudos que ostentam nos seus peitos, emblema de suas camisas, mas se tornou nada mais do que um "negócio".

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Mas eles são profissionais. Qual a culpa deles de assim serem e obedecerem os comandos dos técnicos? Nenhum. O problema é que as torcidas analisam seus jogadores, seus times, apenas pelos resultados dos placares no final do jogo, e depois apenas comemoram as vitórias e xingam nas derrotas. Talvez para amansar ou eletrizar as emoções pode ser um bom conforto, mas acabou o jogo estes torcedores vão cada um ao seu cotidiano e na melhor das opções chegam de onde vieram antes do jogo.

Na história brasileira, até 1980 ainda existia muito amor aos clubes. Nossos avós se vangloriavam desta torcida paralela à luta de seus jogadores, à arte. A seleção do primeiro título mundial tinha poucos recursos, pouco conhecimento até mesmo das regras, quando em 1954 mal sabiam se com o empate versus a Iugoslávia os classificaria, mas em 1958 possuía uma ferida na sua honra pelo próprio erro de perderem a copa do mundo de 54 no Brasil.

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Aquela vitória empolgou demais os jogadores, mas era pouco. A mesma garra pela superação de uma vergonha no peito insuflava aqueles jogadores para serem os melhores, para fazerem seu melhor, independente do que ganhariam com isso. Mas este amor virou glamour e agora temos um grande negócio, afinal, o dinheiro é que move o mundo moderno.

Cada vez mais grandes times brasileiros passam a abraçar o perfil profissional. Quando um clube se administra, sustentando-se só pelo estádio, cedo ou tarde quebra. Clube esportivo é mais que isso, então nada mais simples que ceder seu campo para outras atividades além de futebol, no aproveitamento máximo. Claro que clubes esportivos detém conhecimento sobre esportes, não sobre shows musicais, eventos religiosos, realização de testes e provas, desfiles, apresentação de artistas ou outro. Nada mais simples que estabelecer parceria e alugar seu espaço em contrato de longa duração à exploração do local. Esta profissionalização do esporte maximiza o retorno do seu local para que todas as partes obtenham seu sustento, com os advogados gerenciando a precaverem todos os imprevistos e todos saem ganhando.

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Cada estado brasileiro possui grandes clubes profissionais com recursos a multiplicarem seu papel enquanto lucram não somente com vitórias, mas também fora do campo.

É ilusão pensar que qualquer clube, com a estrela que for, ganhará todos os campeonatos, pois os times estão muito equilibrados. Mais importante que torcer a um clube é financiá-lo, sustentando não apenas o esporte mas tudo o que o clube pode oferecer por meio de profissionais especializados e terceirizados a completarem atividades as quais o clube não deveria se responsabilizar. Mesmo com problemas ambas as partes buscam e buscarão o melhor, cientes de que tudo tem um custo, mas terá seu retorno.