O #Racismo é o grande mal que afronta a dignidade das pessoas e, consequentemente, retarda o desenvolvimento da própria humanidade. O racismo, no Brasil, foi introduzido através da colonização dos portugueses no país, na metade do século XVI, que trouxeram, com eles, os africanos como principal mão-de-obra escrava. Nascera ali, o sistema da escravidão e o enraizamento da desigualdade social e econômica. Bem, em 20 de novembro é comemorado o Dia da Consciência Negra, em memória à morte de Zumbi dos Palmares, escravo que foi líder do Quilombo dos Palmares e transpirava o ar da liberdade. Data esta que reflete a crueldade humana no pretérito e que ainda se perpetua nos dias presentes.

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Entretanto, enganam-nos ao presumir que o racismo e o preconceito está presente apenas nas individualidades e características de um povo. Pois, no âmbito da coletividade organizacional, também se faz presente a discriminação mascarada. Como já se sabe, a cor da sua pele pode definir não o seu futuro, mas também a sua posição, função e peso salarial dentro das organizações. Em 1967, os ativistas americanos Stokely Carmichael e Charles Hamilton definiram racismo nas estruturas de organização da sociedade e nas instituições, como sendo aquela que trata da falha coletiva de uma organização em prover um serviço apropriado e profissional às pessoas por causa de sua cor, cultura ou origem étnica. Por si só, essas palavras traduzem, pontualmente, o desvio de conduta de pensamentos e atitudes daqueles que estão no topo da pirâmide administrativa.

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Notadamente, se percebe, ainda, a cultura de se analisar competências a determinadas funções baseadas na cor da pele ou por gênero masculino/feminino e não na competência individual que cada um traz em sua bagagem de experiências. Fato é que, no Brasil, mulheres ganham menos que os homens. Sendo que, no universo corporativo, negros ganham 42% a menos que brancos segundo o IBGE.

Para comprovar tal racismo, recentemente foi divulgado pelo site G1 afiliada da Globo, um polêmico e contundente vídeo que retrata, fielmente, o racismo nas instituições em dias atuais. O vídeo mostra a reação de dois grupos de especialistas em recursos humanos, diante das fotos de brancos e negros exercendo os mesmos papéis. Ora, não seriam os especialistas em Recursos Humanos os profissionais a ter um olhar diferenciado em se tratando de competências organizacionais? Diante do exposto pelo vídeo, observa-se que o preconceito e o racismo são algo profundo, e, podemos, assim dizer, enraizados no cerne de “algumas” pessoas.

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Analisando o cenário mercadológico brasileiro, não fica difícil de entender o porquê há mais negros desempregados do que brancos.

Desse modo, é inevitável a pergunta: Como reduzir a desigualdade social, quando o negro é marginalizado propositadamente? Não que isso seja motivo para revoltas e vandalismos. Não! Apenas que esta cultura deturpada impede a evolução de um povo. Podemos, dessa forma, dizer que, na verdade, só foram retiradas as correntes físicas dos negros com a Lei Áurea, porém, as correntes invisíveis ainda apertam muito e doem no ego e no orgulho de ser humano.