Parece que o processo que é movido contra o ex-presidente da República Luiz Inácio #Lula da Silva e o confronto do mesmo com o juiz federal #Sergio Moro não será algo tão rápido, envolvendo inúmeros embates jurídicos como bem comprovou o depoimento de Delcídio do Amaral, ex-senador, em 21 de novembro, como testemunha contra Lula. Enfim, os ânimos de todos parecem estar a flor da pele; tanto é assim, que na ocasião, foi a 1ª vez em que Moro gritou na audiência da Operação Lava em exatos 30 meses de decorridos os depoimentos de praxe na 13ª Vara Federal localizada em Curitiba.

A exasperação de Moro foi provocada pelas solicitações sequenciadas das chamadas questões de ordem por parte do corpo de advogados que defende Lula.

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Tudo isso feito na medida em que o Ministério Público Federal em conjunto com Moro estavam sabatinando a Delcídio.

Logo após os questionamentos dos advogados de Lula foi a vez do juiz começar os “esclarecimentos do juízo”, bastando para que a defesa do ex-presidente sinalizasse com veemência de que as perguntas de Moro e consequentemente as respostas dadas por Delcídio do Amaral, entrariam em uma esfera que não faz parte do contexto processual, o que obviamente obrigaria a formulação de perguntas adicionais pela defesa.

Os advogados Juarez Cirino dos Santos, Cristiano Zanin Martins, Jair Cirino dos Santos, Roberto Teixeira e ainda José Roberto Batochio foram os representantes escolhidos para a representação de Lula e de sua esposa Marisa Letícia diante do juiz.

Quando a pauta do diálogo passou a ser as indicações dos diretores da estatal #Petrobras, as críticas começaram a ser lançadas por um dos advogados de Lula, o qual falou explicitamente que seria forçado a requerer novamente uma questão de ordem, uma vez que “a Vossa Excelência (referindo-se a Sergio Moro) está violando o princípio da ampla defesa, está perguntando à testemunha sobre fatos que não foram objeto da inquirição de hoje e está daí criando a necessidade de novas perguntas por parte da defesa, se vossa excelência permitir, senão fica um desequilíbrio no processo”, reiterou o defensor.

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Imediatamente Moro replicou ao advogado de defesa, afirmando que havia uma ordem legal de oitiva, ordem essa que deveria obedecer a seguinte seqüência: primeiro viria a atuação do Ministério Público, em 2º a ação dos defensores e, por fim, o esclarecimentos do juízo.

O advogado de Lula não satisfeito com a inferência explicativa de Moro, não perdeu tempo e lançou a tréplica argumentativa, falando que o juízo propriamente dito somente deve formular pergunta acerca dos pontos que são o foco da inquirição ou ainda sobre detalhes que não foram clarificados.

A partir desse momento, o tempo fechou de vez, pois o juiz federal alterou o tom de voz e falou bem mais alto, confirmando de que “essa é a posição do juízo”, ou seja, ele, Sergio Moro era o juízo. Só que Moro não esperava que a resposta do defensor viesse a queima roupa, quando esse último o refuta, dizendo que poderia até ser a posição do juízo, mas em hipótese alguma é a posição assumida no código de processo.

Depois o que se viu foi um verdadeiro show de entendimentos e interpretações jurídicos, com o direito legal dos protestos da defesa e a continuidade, assim mesmo, das perguntas do juiz Sergio Moro.

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Enfim, parece que essa história está muito longe de terminar, onde, até lá, só quem sai perdendo são os cidadãos de bem que anseiam por um país mais justo e que seja retomado o crescimento econômico em benefício de todos.