Na Central de Tratamento e Valorização Ambiental, na cidade de Caieiras, em São Paulo, começou a funcionar a maior termelétrica brasileira a produzir energia com o lixo. Transformando o #lixo em um luxo necessário, esta é a melhor forma de dirigir cerca de oito mil toneladas de resíduos urbanos e industriais da capital.

Assim como a termelétrica em Salvador, no Aterro Metropolitano Centro de Salvador, no bairro de São Cristóvão, e a termelétrica gaúcha em Minas de Leão, na BR 190, km 181, construídos pela mesma empresa, a de Caieiras foi erguida em 2014 com um investimento de mais de R$ 100 milhões do Grupo Solví, recebendo a autorização da Aneel (Agência Nacional de #energia Elétrica) para começar a operar somente em julho de 2016, com 15 mil metros quadrados.

Publicidade
Publicidade

A partir desse lixo, a Termoverde Caieiras se torna cada vez mais a maior termelétrica movida a biogás de aterro sanitário que, com a potência instalada de 29,5 megawatts, produz energia suficiente para uma cidade de 200 mil habitantes.

Lembremos que esta cidade vizinha a São Paulo, uma das maiores metrópoles do mundo, tinha pouco, senão nenhum, meio de reutilizar o poluente metano, quando este é uma extraordinária fonte de energia ali inutilizada até então. Além de se evitar que o metano desta localidade contribua a multiplicar o efeito estufa quando liberado na atmosfera, ainda deixou espaço no Brasil para se multiplicar o uso desta tecnologia com o potencial a gerar mais de 1,3 GW de energia elétrica a partir dos resíduos sólidos urbanos, segundo a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais).

Publicidade

Ao se multiplicar este fantástico modelo de saneamento ambiental, ao mesmo tempo pode se fornecer o equivalente ao adicional de 932 mil MWh/mês, suficiente para abastecer 6 milhões de residências. Além de que, esta alternativa para produzir energia ao mesmo tempo soluciona os problemas:

1 - Fontes geradoras distantes das grandes metrópoles;

2 - Combater a emissão de metanol na atmosfera pelo lixo;

3 – Pouca área inutilizada a solucionar crescentes aterros sanitários ou lixões;

4 – Combate à infestação de doenças e males à saúde por catadores de lixo;

Já praticada em muitos países pelo mundo, esta alternativa finalmente se mantém implantada no Brasil em vários centros urbanos, como uma nova solução para vários problemas. #geração