Imaginemos um encontro com um amigo em um bar. Nós já combinamos encontros dezenas de vezes e ele sempre (ou quase sempre) cumpriu com sua parte. Então o mais provável é que ele chegará ao bar. Por outro lado, nem sempre os eventos que determinam uma probabilidade em potencial estão claros. Como quando acreditamos em nosso parceiro amoroso. Imaginemos agora um relacionamento de 5 anos. Após cinco anos, acreditamos que o parceiro não vai trair, uma vez que, por não ter traído por 5 anos, as chances de #traição em um evento isolado são mínimas.

Mas não temos realmente certeza que ele nunca traiu e portanto estamos incertos quanto essa probabilidade.

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A partir desse momento, nós deixamos de supor logicamente e passamos a ter fé. Assim como uma pessoa pode acreditar em um deus que nunca viu e com isso determinar todo um estilo de vida, nós também estamos acreditando em coisas que nunca vimos e baseando nossas ações em fatos invisíveis. Mas nós conhecemos os elementos envolvidos. É como uma aposta em um jogo de futebol em que os times nunca se encontraram. Você pode conhecer ambos os times, reconhecer o mais forte e determinar uma chance aproximada de vitória para cada um. Então vamos imaginar o jogo do ser humano. De um lado do campo, nós temos o prazer que a traição potencialmente oferece. De outro, a dependência que sentimos em relação ao nosso parceiro.

Prazer da traição x dependência

Vamos nos colocar em uma situação de traição amorosa.

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O prazer em potencial é sexual, e ele pode ser maior, menor ou igual ao oferecido pelo parceiro estável. A dependência pode ser a companhia, a garantia de prazer sexual, o dinheiro. Além disso, ainda existem fatores religiosos, éticos e morais. Se o religioso acredita que vai perder seu lugar no céu por essa traição, a probabilidade diminuiu um pouco. Se o bom samaritano vai macular sua imagem, a probabilidade se tornou um pouco menor. E por ai vai. São como os juízes do jogo: eles não estão jogando, mas estão influenciando o resultado.

Mas, como em todo jogo, ainda existe um outro elemento: o caos. Em um ato de insanidade, o ser humano pode desrespeitar tudo aquilo que é bom para ele e tomar uma atitude teoricamente absurda (por exemplo, o suicídio). Então também devemos considerar qual o domínio de um indivíduo sobre seu próprio mundo. As vezes um religioso pode trocar o céu pelo qual batalhou a vida toda por um par de seios medíocres. Então se colocarmos o prazer da traição contra a dependência, mediássemos esse jogo com os juízes mais ou menos rígidos da religião, ética e moral e adicionássemos o elemento caos (a sorte dos jogos), encontraríamos uma fórmula matemática aproximada para a probabilidade de traição. Mas já que estamos lidando com probabilidade, se a chance da traição ocorrer se repetir por muitas e muitas vezes, ela provavelmente ocorrerá e seu time irá perder. Ao menos que ela seja zero. #mulheres #Amor