A violência sexual é um dos piores medos que toda mulher já sentiu em algum momento da sua vida. Sempre tendo o temor de situações que deveriam ser naturais, como pegar um ônibus sozinha a noite, andar em uma rua mal iluminada desacompanhada. Mas será que as #mulheres brasileiras deveriam temer tanto assim? A mulher no #Brasil se vê numa situação no qual seu corpo pode ser violado a qualquer esquina? A causa disso é cultura do estupro existente em nosso país.

A lei brasileira de 2009 considera estupro qualquer ato libidinoso contra a vontade da vítima ou contra alguém que, não pode oferecer resistência.

O que é a cultura do estupro no Brasil? É uma expressão criada em 1970, utilizada por feministas para indicar um ambiente cultural propício ao crime de estupro por ter mecanismos culturais em que as pessoas acabam aceitando algumas violências contra à mulher.

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Ou seja, como demonstra a recente pesquisa do IPEA, os homens brasileiros acreditam que uma mulher ao sair sozinha à noite, usar uma roupa mais curta, ou beber muito em uma festa, está pedindo e oferecendo o seu corpo para ser abusado sexualmente. Pois se ela fosse uma mulher descende e não quisesse ser estuprada ela não agiria dessa forma. Ou seja, na nossa visão cultural a culpa pelo estupro e da própria mulher e não do homem que provocou o ato. Dados de 2014 do IPEA concluíram que a cada 11 minutos, uma mulher é estuprada no país.

O Brasil tem uma herança cultural, na qual era aceitável o estupro de negras escravas e índias por seus senhores. Já no século 19, homens que eram bem vistos pela #Sociedade saiam impunes de casos de estupro levados à justiça. Pois, no Código Civil de 1916, o homem era o chefe da família e a mulher era considerada “relativamente incapaz”.

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Algumas questões da sociedade brasileira levam a aceitação do estupro como algo natural. Então fica um grito de reflexão. Lugar de mulher é dentro de casa? A mulher deve se precaver para não ser estuprada, já que o homem é irracional, incapaz de conter seus extintos?