Após oito anos de PSDB e mais 13 de PT comandando o Brasil, muita turbulência aconteceu em #Brasília: operação Lava-Jato, gravações telefônicas, prisões de políticos de alto escalão, aliados se tornaram inimigos, uma presidente caiu, acusações de todos os lados. E a confusão está cada vez maior, tornando um final ainda imprevisível tanto em termos de desdobramentos como em tempo para que isso ocorra.

Um antagonista mais do que conhecido, mas que andava esquecido

Todos achavam que o grande interessado em ver o fogo se alastrando pela capital federal e por todo o país era o PMDB, aliado histórico do PSDB e que havia se colocado ao lado do PT visando uma perpetuação, primeiro através da vice-presidência e, depois do impeachment de Dilma Rousseff, assumindo o principal posto político nacional.

Publicidade
Publicidade

Porém, há um movimento que, pequeno outrora, começa a ganhar força #Política dentro do Congresso Nacional e recentemente redescobriu o caminho das ruas muito graças ao poder das redes sociais: a direita.

O que antes era considerado errado, hoje é visto como alternativa real

Após a redemocratização do Brasil na década de 1980, quem se autodenominava "de direita" passou a ser de uma certa forma discriminado e começou a pender mais para o centro, procurando espaço em partidos como o PSDB e o próprio PMDB. Raros foram os políticos que se mantiveram leais aos seus ideais e continuaram a ter seu eleitorado fiel, conseguindo se reeleger graças ao sistema político baseado no quociente eleitoral para eleições legislativas. Aquele que mais se enquadra nesse perfil é o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ).

Publicidade

Sem medir palavras em discursos proferidos na tribuna da Câmara dos Deputados, programas de televisão e em suas páginas na internet, Bolsonaro usa e abusa de frases de efeito, criticando políticas de esquerda aplicadas em áreas como segurança pública, cultura e educação. Já arrumou inimigos declarados em todo o Brasil, notabilizando-se mais os seus companheiros de casa Jean Wyllys (PSOL/RJ) e Maria do Rosário (PT/RS). Inversamente a isso, ganhou muitos admiradores fora do seu Estado de origem, sendo recebido por multidões em todos os aeroportos que passa, numa visível pré-candidatura à presidência da República em 2018. Visando isso, migrou do PP para o PSC, que demonstrou maior tendência às ideias por ele propagadas.

Paralelamente à sua trajetória recente, Bolsonaro elegeu seu filho Eduardo também deputado federal, porém pelo Estado de São Paulo; seus outros filhos Flávio e Carlos ocupam cargos legislativos no Rio de Janeiro: Assembleia Legislativa e Câmara Municipal respectivamente.

Publicidade

Ainda em Brasília, outros nomes também aparecem como virtuais lideranças de direita como o deputado federal pastor Marco Feliciano (PSC/SP) e o senador Ronaldo Caiado (DEM/GO).

O visível desgaste político da esquerda após todas as denúncias e condenações por corrupção é o principal combustível para esse crescimento dos seus antagonistas clássicos. E mesmo que nomes da chamada "nova direita" também constem em delações premiadas por parte de outros acusados, os que mais crescem no gosto do eleitorado são os que não ostentam tal demérito. E quando o que está em pauta é a honestidade do político brasileiro, nenhuma afirmação pode ser ratificada, seja ela positiva ou negativa sobre suas atitudes. #Jair Bolsonaro