A cada dia que passa vem à tona mais e mais conchavos, maracutaias e falcatruas perpetrados por aqueles que deveriam zelar pela qualidade de vida da população e trabalhar para satisfazer os anseios dos habitantes das cidades brasileiras, a saber, os políticos brasileiros; entretanto, ocorre justamente o contrário e, para enxergar, basta prestar atenção aos sucessivos escândalos políticos e de #Corrupção que abalam as instituições do país como um todo. Nem bem o ex-governador do estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, saiu da prisão em Bangu, já retorna à mídia de uma forma no mínimo questionável, uma vez que teve uma gravação telefônica captada pela ação da Polícia Federal, onde o político, sem um pingo de pudor, fomenta um “acordo” com o prefeito eleito da Cidade do Rio de Janeiro pelo PRB, Marcelo Crivella (que é um dos líderes religiosos da Igreja Universal e sobrinho do arquimilionário Edir Macedo), a fim de que a sua filha Clarissa Garotinho possa vir a receber nomeação no governo de Crivella.

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Na gravação Garotinho falou ter feito um acordo com Crivella, que na época era o candidato oficial do PRB, concorrendo à prefeitura do Rio. O teor da negociação era para que Clarissa Garotinho fosse a principal gestora da Secretaria de Desenvolvimento Social na cidade carioca. Obviamente o novo prefeito eleito, de forma um tanto teatral, visou demonstrar afastamento dos eventuais conchavos políticos, dizendo que não negocia cargos políticos.

Garotinho, que ao longo de sua carreira parlamentar mostrou só ser “inocente” no apelido dado a ele de Garotinho, em um determinado momento do áudio reconhece que o ganho da Secretaria de Desenvolvimento Social seria algo extremamente estratégico ou “operacional”, no intuito de auxiliar na estruturação de uma base para os seus correligionários políticos, conforme notícia veiculada pelo jornal “O Globo”.

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Ainda de acordo com o periódico carioca, a conversa é de 31 de outubro, ou seja, cerca de 24 horas após a definição da vitória de Crivella à prefeitura do Rio. Garotinho dialoga com um terceiro chamado Cleiton de Souza, que é um dos assessores parlamentares de Rogério Lisboa do PR e prefeito eleito de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Como se tudo isso fosse muito normal, Garotinho só se deu ao trabalho de lamentar a divulgação pela imprensa das gravações da Polícia Federal envolvendo a pessoa dele, dizendo: “Trata-se de uma conversa normal e natural, envolvendo articulações políticas, tudo dentro da legalidade”.

Por outro lado, para muitos cidadãos, a percepção real de tudo o que está acontecendo pode ser traduzida no trecho da letra do pagode de Bezerra da Silva que diz: “Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão. Se gritar pega ladrão, não fica um...”. #Eleições #Crise no Brasil