O engenheiro Talles de Oliveira Faria de 24 anos causou polêmica na internet essa semana. Formado pelo Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA), o engenheiro fez um protesto durante sua formatura. Ele diz ter sofrido perseguição pela instituição devido a sua orientação sexual, por isso, decidiu receber o diploma de vestido em sinal de sua indignação.

O engenheiro diz ter sentido forçado a abandonar a instituição pelo fato de ser gay e assumir isso publicamente. Durante a formação, os alunos do ITA podem escolher por seguir a carreira militar ou por serem civis. Talles havia escolhido o militarismo, mas diz que foi forçado a abandonar o sonho ao ouvir da instituição que seu comportamento não era compatível com a ética militar'.

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Talles falou sobre o fatos que gerou sua dispensa. O engenheiro havia participado de um ato contra a #Homofobia nas dependências do colégio. Após o ato ele foi alvo de uma sindicância que terminou com sua dispensa. Segundo Tales o motivo foi unicamente por se assumir gay.

Indignado com a decisão da Aeronáutica e sem possibilidade de recurso para a decisão, Talles decidiu ir ao evento de vestido e maquiagem feminina. Para que seu protesto não fosse interrompido pelos militares presentes, o formando vestiu a beca por cima do traje e tirou quando foi chamado ao palco. Em sua roupa tinha as seguintes frases: “Ita – Excelência em: homofobia, machismo, elitismo e falsa meritocracia”.

“Ser gay não me impediu de me formar na melhor instituição do país, ela não me faz diferente de ninguém. Eu saio daqui fortalecido por tudo que passei.

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Sei que fiz o que deveria ter feito e não me omiti da injustiça social”, disse o engenheiro.

Em resposta às acusações de Talles, a Aeronáutica disse que foram vários os fatos que levaram à sua dispensa, entre eles, violência a símbolos religiosos, ao postar nas redes sociais a figura de Jesus para afrontar religiosos. Segundo a instituição, o comportamento de Talles cabia sua expulsão definitiva, porém, permitiram continuar seus estudos.

Talles disse que essa não foi a única punição que recebeu durante o curso. Em episódios anteriores, o formando foi preso a mando de oficiais da instituição. Segundo ele, a detenção também teve relação com sua opção sexual. A primeira prisão foi devido cor dos seus cabelos, a outra foi por ter usado blush durante as aulas. Foram um total de 8 dias preso.