O #Jornalismo atual, assim como a maioria das coisas no mundo contemporâneo, tornou-se rápido e prático, mas nem por isso significa que tem eficiência e total aproveitamento. Usando como exemplo a propagação da informação, hoje em dia ela tem sua praticidade e é facilmente difundida, porém as pessoas não costumam usar dessa praticidade para agregar-lhes bons valores e tomar posições em relação aos fatos. É difícil se ver um aprofundamento naquilo que se está sendo lido e a procura por um bom discernimento do que é verdade ou não. Nesse caso entra-se também a questão das redes sociais, um meio que é utilizado também para se compartilhar informações, porém, não há um método crítico utilizado pela maioria de seus usuários para que saibam no que acreditar.

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Em todo esse contexto, a experiência e o Jornalismo tem uma enorme relação. Como Olgária Matos, em sua palestra sobre Tempo e Experiência, a origem da palavra “experiência” vem do conceito de (ex)periência, no sentido de sair do perímetro ou atravessar uma região. O que se encaixa na essência jornalística, já que, para se fazer uma matéria ou uma reportagem, é preciso que o profissional faça uma espécie de imersão no assunto que será por ele retratado ou relatado, onde entra o conceito da experiência, que é preciso sair de sua zona de conforto e enfrentar novas vivências e complicações. O jornalista é aquele profissional que precisa estar sempre apto a novas situações e lidar com problemas inusitados, buscando-se mais rapidamente a melhor solução. E aquele que apresenta mais experiências, provavelmente saberá lidar com essas peripécias da profissão, se articulando e moldando suas atitudes conforme a situação que lhe é apresentada.

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Porém, assim como na vida atual, que há o esvaziamento e a perda do tempo, que é morto e não vivenciado proveitosamente, com o Jornalismo não é diferente. O que se vê muito hoje em dia, não só na pequena mídia, mas na grande também, é uma superficialidade de suas matérias, não se demonstrando o verdadeiro propósito da informação que está sendo propagada e sendo assim, meramente ilustrativa e não informativa, e o público que acaba por aceitar esta muito facilmente e “engole” o que lhe é passado sem ao menos refletir ou criticar o necessário.

Nos dias de hoje, no molde capitalista, como no ditado de que “tempo é dinheiro”, ele não pode ser desperdiçado, portanto, independente da forma como ele é utilizado, o que realmente importa é que ele está sendo gasto, podendo ser com algo interessante e prestativo, ou pode estar muito longe disso.

O Jornalismo é um campo da Comunicação que consegue, além de informar e fornecer um serviço para a sociedade, atuar na cultura e difundi-la, por isso a grande importância da experiência para o exercício desta profissão.

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Um jornalista com um bom repertório cultural tende á saber se comunicar bem e interagir com a diferença sem lhe parecer estranha, este tem um grande potencial e destaque, já que é isso que o torna diferente dos demais.

Jornalismo é contar história, seja ela trágica ou emocionante, o importante é ter uma boa bagagem intelectual e cultural para que esta seja relatada da melhor maneira possível, e nada melhor do que a vivência de novas experiências e situações para agregar novos valores.

Com a crise em que passa o Jornalismo, devido ao avanço das tecnologias, havendo a grande dúvida sobre o futuro da profissão, é importante a reflexão de que devemos utilizar o progresso ao nosso favor, por isso, não se deve ignorar a importância de uma profissão que sempre foi muito prestigiada e necessária. O Jornalismo ainda tem muitas portas a serem descobertas e abertas, resta apenas uma geração capaz de descobri-las e experimentá-las. #OlgáriaMatos #TempoSemExperiência