Empresas brasileiras seguem diretrizes e oportunidades concedidas por governos, ou vantagens abertas pela legislação, do que se inovarem e se equipararem a tecnologia mundial. Mas evoluímos a "pacotes de bondades" serem gorjetas ao mercado faminto. Cobrir problemas brasileiros sérios com paliativos não garante continuidade, quando muito a sobrevivência. Enquanto o mundo migra à #Tecnologia elétrica, a escravidão ao petróleo exige reviravolta urgente contra o crescente desemprego.

Aprendamos com a experiência dos outros, quando apesar de elevadíssima cobrança tributária sobre a produção e comercialização de bens e serviços, a Noruega uniu sua estrutura política a mudar com a economia, em específico ao novo segmento do transporte elétrico.

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Então até mesmo a Opel aderiu à tecnologia elétrica, porém resultados muito superiores à média da categoria.

A empresa já arrancou com a venda do Opel Ampera-e, aproveitando a relação amistosa com o segmento político local a beneficiar este segmento. Este modelo supera a barreira dos 500 km de autonomia no ciclo NEDC. Atualmente Noruega é o país europeu que mais incentiva mobilidade elétrica, enquanto no Brasil "pacotes econômicos" visam somente ações miúdas, tímidas. A repetição de ideias que sempre deram erradas a sustentarem oligopólio do combustível não trará agora qualquer efeito positivo no crescente desemprego brasileiro.

Na Noruega circulam mais de 100 mil veículos elétricos, com 22% da quota do parque automóvel em circulação, enquanto no Brasil não chegamos a 10 mil. Lá a associação entre benefícios pela crescente troca é muito superior do que a contínua cobrança tributária.

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Ao isentarem tais veículos elétricos de muitos custos, a concessão de outros benefícios como a oferta de passagens de ‘ferries’, estacionamento urbano e portagens, valorizam usufruto da evolução a médio e longo prazo. Somado a estes benefícios diretos e claros, há também a possibilidade de circular nos corredores do transporte público.

Portugal caminha a esta oportunidade, porém lá velhas indústrias não atualizaram sua tecnologia, a receber o Ampera-e apenas em 2018, e no começo de 2017 Alemanha, França, Holanda e Suíça.

Enquanto na crise brasileira grave e profunda, de recuperação lenta e gradual, a estrutura política mantém elevados custos à tecnologia elétrica sem conceder benefícios ao segmento, indústrias automotivas não investirão neste novo nicho a desenvolvê-lo. Ao invés de "programas" de proteção lhes trazer soluções, como o da "proteção ao emprego", jogam a corda para nos pendurarmos, até cairmos no abismo da quebra econômica. Naturalmente empresas com poucas condições de se manterem não aceitam.

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O governo usar recursos próprios a pagar parte dos salários do setor privado é muleta econômica às empresas de muito pequeno impacto na economia.

O apoio entre Executivo, Legislativo e o BNDES ao desenvolvimento de empresas brasileiras do segmento seria abraço que o Brasil dará às empresas e investidores estrangeiros virem e investirem no país. Estados incentivarem a venda de elétricos aumentará o montante de arrecadação do IPVA nos anos seguintes. No infinito desenvolver do transporte elétrico eleva concorrência no segmento privado e também desenvolve a exportação.

É preciso focar todos segmentos da economia numa única decisão, olhar empresas menores, grandes grupos empresariais e multinacionais a olharem o Brasil para o futuro. Estas medidas muito importantes é para aprendermos com o passado a não nos condenarmos a repetir o mesmo boicote, e precisamos abrir oportunidades para que possamos sobreviver em crises maiores porvir. Não é o mundo que está para o Brasil, mas o Brasil está para o mundo. #energia #Veiculo