Sete anos após o trauma de um abuso sexual, uma mulher enfrenta uma batalha legal contra seu estuprador na #Justiça americana.

A vítima passou durante sua adolescência por uma série de abusos sexuais provocados por Jamie Melendez, que acabaram resultando em sua gravidez. Hoje com 22 anos, a jovem mãe que, prefere não se identificar, se vê em uma situação no mínimo controversa.

Um tribunal de apelações no estado americano de Massachusetts negou recurso da jovem para não comparecer a uma audiência em tribunal de assuntos da família. A decisão da corte permite que Melendez possa mover um pedido de direitos de visitação à criança.

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A possibilidade de enfrentar seu estuprador em tribunal, assusta a moça que afirma não querer ir para o tribunal de família com o homem que a estuprou, e ter que se preocupar com a chance dele tomar sua filha.

Wendy Murphy, advogada da mulher, disse ao jornal Boston Herald que ela e sua cliente irão apelar da decisão através do Tribunal Superior da Magistratura (orgão semelhante ao Supremo Tribunal de Justiça nos EUA). Murphy disse que o caso era "território extremamente perigoso" e alertou que isso poderia criar um precedente que incentivaria outros criminosos a realizarem cursos semelhantes de ação legal.

Parte dessa polêmica se deve a uma lei controversa aprovada em 2014, no estado de Massachusetts, no qual é concedido aos juízes do Tribunal da Família, poderes para conceder a um estuprador condenado o direito de visitar a criança concebida por sua vítima, desde que "a visitação seja visando o bem-estar e o interesse da criança".

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Antecedentes

O caso de abuso foi cometido em meados de 2009, e a confissão de Melendez veio só em 2011, após um resultado de um exame de DNA. O homem foi condenado a 16 anos de prisão, mas cumprindo pena em liberdade condicional.

Desde então, foi condenado a pagar pensão alimentícia semanalmente para a mulher e tentou, anteriormente obter direitos de visitação para a criança, que acabou sendo negado por um juiz do tribunal de família em 2014. #Estupro