A tragédia que aconteceu com os atletas e a delegação da Associação #Chapecoense de Futebol é uma prova do agendamento midiático da imprensa que funciona como uma forma de esconder as verdadeiras mazelas sociais que afligem o país.

Atualmente, os brasileiros enfrentam uma das piores crises políticas e econômicas dos últimos tempos; temos mais de vinte milhões de desempregados.

O futebol é tratado como paixão nacional por grande parte da população em um país com altos índices de subnutrição por parte de sua comunidade infantil. Desde cedo, elas são incentivadas a se tornarem jogadores de futebol, como é o caso de Ronaldinho, Rivaldo, Roberto Carlos, ídolos que foram criados pela mídia com o intuito de servir como exemplo para jovens que viam no esporte a chance de deixar a vida miserável que levavam junto com suas famílias.

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Muitos garotos da periferia se frustram quando não conseguem se tornar atletas, ou seja, a maioria deles, visto que em grande parte é dito que somente por meio do futebol eles podem alcançar ascensão social.

As empresas de comunicação não tem interesse de discutir as razões pelas quais não se formam mais: cientistas, sociólogos professores e acadêmicos na mesma quantidade que formam jogadores de futebol.

O espetáculo midiático que foi feito no velório do time catarinense evidenciou o ápice do controle do canal que transmite o campeonato, a Rede Globo. Nos foi colocado goela abaixo uma transmissão oportunista do acontecimento.

Em nenhum lugar do mundo apenas uma emissora detém o poder total das atividades esportivas como no Brasil.

O povo é privado de ver e conhecer outras modalidades esportivas como: natação, atletismo, handebol, pois isso acontece porque a citada emissora, que detém os direitos de transmissão de tais modalidades, não os exibe justamente pelo fato de que é mais fácil manipular seu público por meio do futebol.

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Vergonha no país do futebol que, na verdade, é o país da hipocrisia social onde as pessoas são privadas de seus respectivos direitos sociais.