Gosto muito da frase do teólogo e filósofo Santo Agostinho (354-430) que diz: “Ama e faz o que quiseres. Se calares, calarás com #Amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos”.

Penso que esta frase acentua o caráter existencial da vida, onde o essencial não é só o viver e sim amar. De certa maneira, ela nos faz pensar sobre o que julgamos como sendo o mais importante em nossas vidas, sobre aquilo que colocamos como prioridade máxima, sobre aquilo que destacamos como sendo o mais importante e valioso.

Publicidade
Publicidade

Como estamos vivendo numa “sociedade líquida”, termo popularizado pelo sociólogo Zygmunt Bauman (1925), parece que o “fazer” tornou-se condição fundamental de nossa existência. Como sociedade somos fracassados, porque fazemos muito e pensamos pouco. Isto significa dizer que nunca temos tempo para nós mesmos ou para aquilo que realmente importa. E aí a #vida entra num ritmo frenético de ação. Só nos damos conta quando somos diagnosticados com alguma doença fatal ou acontece alguma tragédia. Contraditoriamente, a morte ou a eminência dela, muitas vezes, nos faz mudar de vida.

Quer ver um exemplo? Nos últimos anos, a busca pelas formas perfeitas deixou de ser vaidade para se tornar uma verdadeira compulsão, e os jovens e adolescentes não são exceção a esse padrão. Pessoas de todas as idades e classes sociais, homens e mulheres, estão cada vez mais buscando um #Corpo sarado.

Publicidade

Ironicamente, não é buscando qualidade de vida ou seguindo recomendações médicas, e sim atendendo uma demanda do mercado Fitness do Brasil.

Convenhamos que estar acima do peso não é mesmo nem agradável e nem saudável. Por isso, recentemente, o Ministério da Saúde divulgou um estudo afirmando que quase metade da população brasileira está acima do peso. Segundo o estudo, 42,7% da população estava acima do peso no ano de 2006. Em 2011, esse número passou para 48,5%. Portanto, é importante que cuidemos do corpo para não desenvolvemos problemas de saúde tal como a diabetes, o colesterol alto, entre outros. Mas o que se vê hoje em dia são as pessoas querendo imitar as modelos ou os atores famosos dos filmes e aí a coisa pode virar doença.

Esse padrão dos corpos esqueléticos, feito para que qualquer roupa caiba, nem sempre é sinal de saúde. Muitas modelos contam que para manterem-se magras, tal qual é exigido nessa profissão, elas literalmente deixam de comer. Então fica a pergunta: será que esse padrão de beleza deve ser seguido cegamente ou devemos nos preocupar em primeiro lugar em sermos saudáveis?

Existem estatísticas que indicam que entre as pessoas que fazem regime, 35% delas acabam por desenvolver doenças tais como bulimia e anorexia.

Publicidade

Para ter uma boa aparência é importante ser saudável, e para isso uma alimentação balanceada e práticas esportivas são imprescindíveis. Pense um pouco e responda. O que é mais importa para você: o ser, o ter, ou o fazer? O desafio está posto!