Quem me conhece sabe que não sou alarmista, mas é inquestionável que a ordem politica e econômica atual traz, como consequência, a #Crise financeira e uma nova configuração política no Brasil e no mundo, deixando nítido o seu caráter anticristão. Dentro desse cenário, é hora de lembra o ideário de Jesus Cristo e o que Ele tem a nos ensinar hoje.

Primeiro: “Ninguém pode servir a dois senhores: pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6, 24). A vontade do Divino Mestre é clara: não se deve dar importância excepcional aos valores biológicos (alimentação, prazeres) e nem econômicos (poder, dinheiro).

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Por outro lado, não exclui Jesus nossa obrigação em relação ao trabalho, a obtenção de alimentos, a produção de artes, a ciência. O que Ele condena é a ganância, o egoísmo e acúmulo desnecessário.

Segundo: “Não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com o vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal, a vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mas do que a roupa? Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem, nem ajuntam em armazéns” (Mt 6, 25). Isto significa dizer que “uma vida feliz” não está no afã das riquezas, pois, ao desejá-la fora do amor de Deus, pobres ou ricos, entregar-se-ão às ânsias voluptuosas de querer sempre mais.

A ganância e o desejo de ter sempre mais geram a frenética busca dos bens matérias, que povos e nações dos últimos tempos, ansiosamente, veem correndo atrás.

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Ora, o homem, mais do que as plantas, buscam o sol, e os animais, o alimento. O homem possui liberdade, que numa verdadeira busca, vive a procura da felicidade. No entanto, quanto maior for o número dos que possuem os mesmos bens materiais, tanto melhor será o mundo. Em contrapartida, nos ensina Santo Agostinho: o coração humano só está em paz quando encontra Deus.

É preciso reconhecer que os valores biológicos e econômicos, valores que ameaçados abalam o organismo humano, se encontram constantemente em conflitos, isto é, uns poucos dominam sob a maioria e, consequentemente, o humano é instrumentalizado. Por outro lado, é preciso salientar que o “#Comunismo”, a exemplo dos primeiros cristãos, torna o homem protagonista da história. Agora, como sujeito, que não coloca mais em prática a urgência com que atualmente se dar demasiado valor ao nível material, o amor vencerá o ódio e o egoísmo dará lugar à solidariedade.

Por último, e não menos importante, devo dizer que o Cristianismo está em crise profunda e, sem uma revolução teológica para a crise atual, a tendência é o mundo se aproximar, cada vez mais, de um colapso da civilização cristã. Valores como igualdade, liberdade, fraternidade, dentre outros, são cada vez mais difíceis de serem encontrados, no Brasil e no mundo. #Cristianismo