O final da Copa do Brasil disputada entre Grêmio e Atlético na noite de ontem (07/12/2016) tinha tudo para ser uma noite emocionante, além da emoção típica das finais de campeonato, somava-se a isso a emoção extra trazida pelas homenagens às vítimas do trágico acidente vivido pela equipe da Chapecoense. Durante o minuto de silêncio, houve jogadores que se emocionaram muito e chegaram a chorar.

Começa o jogo e a emoção continua durante toda a partida, porém, com o jogo empatado em 1 a 1, já no final do segundo tempo, o clima esquenta e por motivos e causas que provalvemente sejam indeferentes, o jogo termina com uma briga completamente fora do contexto do evento.

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Entre socos, tapas, empurrões e muito 'falatório' os jogados encerram a noite através de um terrível exemplo aos torcedores.

Nessa hora fica o seguinte questionamento: Qual é o sentido das campanhas que promovem e pedem, às torcidas, paz no futebol se permite-se que os próprios jogadores rolem no chão aos tapas e socos, diante de milhares de pessoas pessoalmente e mais tantas através da televisão e internet?

É Inadimissível que isso ainda aconteça!

Ao contrário das grandes multidões de torcedores, em que pouco se pode fazer diretamente para impedir que as brigas entre torcidas continuem a acontecer e que para mudar esse comportamento e essa realidade precisa-se de muita campanha, fiscalização, intensão positiva, educação e punição, dentro de campo isso muda completamente. Sim, dentro de campo os jogadores são mais do que pessoas e atletas, são funcionários e estão sob regras e sob comando de autoridades que deveriam ser usadas para acabarem definitivamente com esses tristes espetáculos promovidos no calor da emoção pelos jogadores.

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É completamente contraditório campanhas em favor da Paz no Futebol, enquanto permitirem que atletas profissionais continuem a se comportar de maneira completamente anti desportivo dentro de campo. A paz no futebol deve começar através do exemplo dos jogadores.

Aprender a lidar com as emoções, com as perdas e até com as injustiças de maneira pacífica deveria ser um pré-requisito para fazer parte do rol dos atletas profissionais, independente da modalidade esportiva. Saber ganhar e saber perder é o mínimo que se espera de atletas de alta performance.

##paznofutebolcomeçaemcampo #FutebolBrasileiro