“O medo é o caminho para o lado sombrio. O medo leva à raiva, a raiva leva ao ódio, o ódio leva ao sofrimento”. A frase é do mestre Yoda, de Star Wars, mas define exatamente a situação social em que o mundo se vê sob a ameaça do nada religioso Estado Islâmico.

É notório que as mulheres são as maiores vítimas desse grupo, que usa o nome do Islã para espalhar terror e medo mundo afora. Mas isso não é por pura misoginia. A verdade é que os membros do Daesh (acrônimo árabe para o grupo terrorista) se borram de medo de um rabo de saia.

Isso porque os membros do ISIS acreditam que se forem mortos por uma mulher, não alcançarão o paraíso que acreditam estar destinado aos jihadistas, o que é uma vantagem real para as mulheres que atuam na frente de batalha contra o grupo terrorista, segundo o grupo feminino de resistência curda Yekîneyên Parastina Gel – #ypg (Unidades de Proteção do Povo).

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O YPG, de ideologia marxista e composto por milhares de mulheres, foi responsável por expulsar o exército do ISIS da fronteira entre Síria e Turquia, no ano de 2015, após meses de conflito armado. A proeza foi alcançada mesmo sem qualquer tipo de apoio militar de uma nação oficial.

Os curdos são a etnia mais perseguida pelo Estado Islâmico desde que passou a agir no Oriente Médio. O povo curdo é atualmente o maior grupo étnico sem Estado do mundo, embora ocupem um território de mais de 500 mil metros quadrados, dividido entre Turquia, Irã, Iraque, Síria, Armênia e Azerbaijão.

Já o Estado Islâmico, também conhecido pela siga ISIS ou Daesh, nasceu a partir do conhecido grupo terrorista Al Qaeda e se autodeclarou califado a partir do fortalecimento causado pela crise política no Iraque e Síria.

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As campanhas para a adesão de mulheres estrangeiras ao Daesh são feitas com a promessa de que elas lutarão ativamente pela "causa" da suposta jihad proposta por eles. No entanto, na maioria das vezes, acabam escravizadas, violentadas ou relegadas à vida doméstica e altamente dependentes de tutela masculina para qualquer atividade externa. #marxismo