A união da religião e política com a participação de empresários corruptos, não vem produzindo resultados benéficos ao Brasil e a sua população. Exemplo gritante disso foi a condução coercitiva do pastor Silas Malafaia pela PF – Polícia Federal em 16 de novembro na “Operação Timóteo”. Malafaia é um polêmico pastor protestante e o principal líder da Associação Vitória em Cristo, braço da Assembleia de Deus. As ações dos policiais federais ocorreram ao todo em 11 estados e ainda no Distrito Federal.

O objeto fim da investigação é se aprofundar em mais um grande caso de #Corrupção enlameando o país, onde se constatou a prática de cobranças judiciais de royalties da exploração de minérios.

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Vale frisar que 65% da CFEM - Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais deveriam ser direcionados às cidades produtoras das riquezas.

Malafaia é suspeito nas investigações da PF de suportar toda a lavagem ilícita de dinheiro nessa intrincada rede de corrupção, já que o religioso foi o destinatário de grandes quantias de dinheiro oriundas do mais relevante escritório de advocacia, alvo dos federais. A dúvida principal que precisa ser sanada é se Silas “emprestou” ou não as contas bancárias do seu grupo religioso de modo consciente a burlar a origem espúria do dinheiro.

Ricardo Augusto Soares Leite, juiz da Justiça Federal de Brasília, obrigou que os municípios não façam nenhum pagamento ou contratação para com os escritórios de consultoria e advocacia sob investigação.

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Vale frisar de que as provas recolhidas pela polícia ao longo de 16 de novembro e até mesmo antes, devem esclarecer como o preso de hoje Marco Antonio Valadares Moreira, Diretor do Departamento Nacional de Produção e detentor de informações secretas no que concerne as dívidas de royalties, entregava de mão beijada a prestação de serviços de uma consultoria e dois escritórios constituídos de advogados para as cidades detentoras de créditos de CFEM.

O valor recolhido em 2015 de R$ 1,6 bilhão sob a roupagem de título da CFEM, conforme revelou a PF, era desmembrado na seguinte cadeia produtiva de corrupção: um núcleo de captação de políticos e administradores que queriam participar do esquema; a célula de operações dos escritórios dos advogados e a firma de consultoria; o núcleo denominado político, formado por servidores públicos e políticos desonestos e por último, o grupo colaborador, que “lavava” fábulas de dinheiro desviado, onde os fatos se cruzam com Silas Malafaia.

A terrível ironia desse circo de horrores é que a Operação Timóteo se baseou no livro da Bíblia em que o apóstolo Paulo escreve carta ao seu discípulo Timóteo dizendo: “mas os que estão decididos a ficar ricos caem em tentação, em laço e em muitos desejos insensatos e prejudiciais, que afundam os homens na destruição e na ruína”.

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#Religião #Investigação Criminal

Resultados da Operação Timóteo

  • A polícia se dirigiu para 52 endereços distintos ligados a facção criminosa;
  • Marco Antonio Valadares Moreira, que é diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral e a esposa foram encarcerados pela PF;
  • Um contingente formado por 300 policiais federais participou das diligências autorizadas diretamente pela Justiça Federal;
  • Foram realizadas 29 conduções coercitivas no total; 12 mandados de prisão de caráter temporário; 4 mandados de prisão, só que preventivos; o sequestro de 3 imóveis; sendo que o somatório dessas ações culminou com o bloqueio ordenado pela Justiçados de valores desviados, cuja a soma pode chegar a bagatela de R$ 70 milhões.