Cada vez que um veículo de emergência responde a uma chamada, vidas estão em jogo. Essa prerrogativa altera substancialmente os níveis de adrenalina no sangue do motorista policial. Sob estresse, o motorista terá que conduzir o veículo do ponto A ao ponto B no menor intervalo de tempo possível, garantindo a segurança de todos, dentro e fora do veículo.

O artigo 145 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), determina que, para conduzir veículo de transporte coletivo de passageiros, de escolares, de emergência ou de produto perigoso, o condutor deverá ser aprovado em curso especializado e em curso de treinamento de prática veicular em situação de risco, nos termos das resoluções pertinentes do Conselho Nacional de Trânsito.

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Diz o seguinte o inciso IV do artigo:

Ser aprovado em curso especializado (grifos nossos) e em curso de treinamento de prática veicular em situação de risco, nos termos da normatização do Contran.”

A análise psicológica é uma condição considerada essencial para eliminar os que não têm capacidade para a função. Pois, há pessoas que não têm perfil para estar conduzindo viatura policial e/ou conduzir uma ambulância em marcha de emergência.

A avaliação perceptivo-motora, psicológica e comportamental de condutores tem como objetivo primordial o estabelecimento de um prognóstico. Isto é, tentar avaliar a probabilidade/tendência do condutor para correr um determinado conjunto de riscos.

O efeito emocional do toque da sirene também tem influência no comportamento do policial. Há estudos que mostram que qualquer condutor ao volante de um veículo com uma sirene ligada aumenta o seu ritmo cardíaco e a velocidade.

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Como se não bastasse, na maioria dos Estados brasileiros, os policiais condutores de veículos de emergência investem por conta própria no processo de habilitação e renovação da CNH (Carteira Nacional de Habilitação); além de terem total responsabilidade sobre o veículo quando se envolvem em acidentes, arcando na maioria das vezes com os prejuízos, respondendo pelos danos que causar do qual advenha prejuízo à Fazenda Nacional ou a terceiros devidamente comprovada por meio de perícia ou inquérito provando que o acidente foi decorrente de comportamento revestido de negligência, imprudência, imperícia ou má-fé, culpa ou dolo.

Quando o motorista policial se envolve em acidentes, muitas vezes de graves proporções, é afastado do serviço, deixa de trabalhar e/ ou complementar a renda com horas extras em serviços remunerados, tem que custear sozinhos os remédios e materiais para tratamento.

É preciso urgentemente se repensar o atual modelo, sob pena de enfrentarmos uma situação bastante complicada e irremediável no futuro próximo.

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Pelo aprendizado, observa-se que permanecem no ar questões que poderão ser respondidas por quem de direito: #Carros #Cultura #2017

  • Será que todos os policiais militares e bombeiros militares, habilitados, que atualmente dirigem os veículos consagrados no artigo 145 do CTB possuem certificado de conclusão dos cursos determinados pela legislação de trânsito, e que são obrigatórios?
  • Será que os condutores desses veículos estão orientados quanto às exigências legais para conduzir veículo de emergência?
  • Será que existe fiscalização sobre o cumprimento dos aspectos legais quanto à sinalização luminosa intermitente ou rotativa e da correta utilização da sirene dos veículos de emergência?
  • Será que os policiais militares e bombeiros militares, condutores de veículos de emergência estão cônscios de suas responsabilidades com relação às prescrições legais referentes às infrações administrativas e criminais na condução do veículo?
  • Será que as administrações públicas sabem que veículos não enquadrados na Resolução 168 não podem ser providos de dispositivos luminosos sobre o teto?