Desde sempre se ouve falar, por meio de instituições sérias, como por exemplo a Pastoral Carcerária da Igreja Católica, dos problemas enfrentados nas penitenciárias brasileiras. E quando acontece um “acidente pavoroso”, como disse erroneamente o atual presidente da República, supostas soluções são apresentadas.

Basta! Chega de mentiras e hipocrisias. O que se constata no país inteiro é o aumento crescente de #Violência, dos assaltos, dos assassinatos, da incapacidade do Governo de gerir a segurança pública. Para isso basta seguir as notícias do dia a dia que você vai constatar esta triste realidade.

Por outro lado, será que a crise do sistema penitenciário brasileiro chegou ao seu ápice com o #massacre ocorrido no dia 01 de janeiro de 2017 no presídio Anísio Jobim em Manaus? Pelos fatos que estão ocorrendo em outros presídios, como por exemplo, em Roraima, onde as notícias dão conta que mais 33 presidiários foram assassinados, pode-se responder que não.

Publicidade
Publicidade

Se for possível tirar alguma coisa boa dessa tragédia anunciada que aconteceu no presídio de #Manaus é que o mundo todo ficou sabendo da falência do sistema penitenciário brasileiro e da incapacidade do Governo brasileiro de gerenciar a segurança pública. Sim, pelos fatos ocorridos, pode-se dizer que a segurança pública brasileira está falida.

Todo cidadão brasileiro, que paga a maior carga tributária do mundo, fica indignado quando as autoridades públicas, que são as principais responsáveis pelo caos instalados nos presídios, ruas e bairros de todas as cidades do país, por incompetência administrativa e de gestão, culpa terceiros.

Quando o infrator é condenado, não importa o crime cometido, se assassinato, roubo, furto, estupro, envolvimento com drogas etc., o Estado deve garantir os meios para o preso pagar a sua pena.

Publicidade

Por isso, repudia-se veementemente a fala do governador do Estado do Amazonas José Mello, quando diz que: “No presídio não tem santo”. Este tipo de declaração só reforça o grau de decadência do sistema carcerário e a incapacidade de gestão com que o Estado é tocado.

Por outro lado, ressalta-se o pronunciamento que o Papa Francisco fez sobre o massacre ocorrido no presidido de Manaus: “Renovo o apelo para que os institutos penitenciários sejam locais de reeducação e reinserção dos infratores na sociedade”. Para além de questões religiosas, o Papa Francisco está chamando atenção para a questão do valor que se está dando à vida humana.

A insegurança e o medo tomam conta dos moradores da cidade de Manaus nesse início de ano. A primeira vítima do massacre ocorrido no Complexo Penitenciário Anísio Jobim foi a dignidade humana. E o que resta, então, para a população? Enquanto homens livres, precisa-se apenas daquilo que diz o Salmo 37: Entrega o teu caminho ao Senhor; confia Nele, e Ele tudo fará.

Publicidade

O detentos, enquanto prisioneiros, precisam apenas daquilo que diz Mateus 25:36: Quando necessitei de roupas, vós me vestistes; estive enfermo, e vós me cuidastes; estive preso, e fostes visitar-me. Que caminho deve seguir o cidadão brasileiro?