O que temos vivenciado nesses últimos dias nos presídios brasileiros são cenas dignas de filmes de guerra, em que seres humanos se destroem, como se não sentissem qualquer remorso ou respeito uns pelos outros. Autoridades não sabem como reverter o quadro e a população vive aterrorizada e o sentimento de medo é cada vez mais frequente.

No primeiro dia do ano, 56 presos foram mortos após um tumulto ocorrido no complexo penitenciário Anísio Jobim em Manaus. Integrantes de duas facções rivais do tráfico de drogas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a #Família do Norte (FDN) aliada do Comando Vermelho (CV) entraram em confronto naquele que foi considerado o massacre mais violento da história do #sistema prisional brasileiro.

Publicidade
Publicidade

Ao todo, já estão contabilizando mais de 130 mortos, só este ano em #Presídios nacionais. As mortes já equivalem a mais de 36% do total registrado em todo ano passado. Em 2016, foram, ao menos, 372 assassinatos, média de uma morte a cada dia nas penitenciárias do país.

O estado do Amazonas lidera com 67 mortos, seguido por Roraima com 33 e Rio Grande do Norte com pelo ao menos 26 pessoas que foram brutalmente assassinadas. Os números só aumentam a cada dia, as autoridades não sabem como por um fim nisso tudo. Falaram em construir novos presídios para diminuir a superlotação que ultrapassa a casa dos 600 mil detentos. O nosso sistema prisional há muito deixou de ser um instrumento eficaz na recuperação de presos. O nosso atual sistema prisional é, sem dúvidas, uma das mais sérias dívidas sociais que o Estado brasileiro tem com a sociedade.

Publicidade

Uma fatura em aberto, pronta para ser cobrada. Uma situação alarmante e de impacto profundo e eminente no cotidiano do nosso país.

Além dos conflitos pela superlotação das celas, sua precariedade e sua insalubridades tornam as prisões um ambiente propício à proliferação de epidemias e ao contágio de doenças. Percebe-se que o sistema penitenciário brasileiro, por descaso das autoridades competentes, não consegue promover de forma precisa sua função de reintegrar o apenado à sociedade. Este, apesar de viver em regime fechado, necessita ter seus direitos fundamentais garantidos para que, assim, possa voltar ao convívio social de forma estável.