A Confederação Brasileira de Futebol já demonstrou a falta de sensibilidade em muitas situações. A escolha do Estádio Nilton Santos, o #Engenhão, no Rio de Janeiro, para sediar o #Jogo da Amizade entre Brasil e Colômbia, nesta quarta-feira, foi só mais uma delas. Com capacidade para 46 mil pessoas, o estádio recebeu apenas 18 mil torcedores, menos de 50% de sua capacidade.

É certo que uma tragédia envolvendo uma equipe de Santa Catarina e jornalistas de várias partes do Brasil, na Colômbia, não teria nada a ver com o Rio de Janeiro.

Importante dizer que a ideia de marcar a partida para homenagear os 71 mortos da tragédia do voo da LaMia, arrecadar fundos para ajudar as famílias das vítimas e como reconhecimento por tudo o que a Colômbia e o povo colombiano fizeram foi excelente.

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Permitir que qualquer emissora disposta transmitisse a partida também foi muito bom. Ver Silvio Luiz, por exemplo, narrando a partida na RedeTV foi muito legal. Assim como zapear e acompanhar #Brasil x Colômbia na Rede Vida, na TV Brasil, na Band, na ESPN Brasil, no EI Maxx, no Fox Sports, canais que não exibem jogos da seleção, foi muito legal também.

Sede da partida

Mas, apesar de tudo isso, a pergunta que fica é: por que o Rio de Janeiro? O mais correto seria realizar a partida na Arena Condá, em Chapecó. Como segundo opção, o local adequado seria o Estádio Couto Pereira, em Curitiba. Para quem não lembra, a capital paranaense seria o palco da final da Copa Sul-Americana já que a Arena Condá não tinha a capacidade mínima para receber a final do torneio continental, entre Chapecoense e Atlético Nacional, da Colômbia.

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Como outras opções, haveria a possibilidade de marcar a partida em alguma capital do nordeste. Os nordestinos amam a seleção brasileira e lotam qualquer partida do Brasil. Até mesmo realizar o Jogo da Amizade na Colômbia, cujo povo fez uma das maiores e melhores homenagens já vistas na história do futebol mundial.

Só que não. A CBF escolheu o Rio de Janeiro. Além de escolher o Rio, optou pelo estádio que a cidade não gosta. O Engenhão praticamente nunca lota.E a explicação é simples: o sistema de transporte para chegar ao local é precário.

Outros motivos podem ser listados: o Rio de Janeiro passa por grave crise econômica. É bem provável que entre os 18 mil torcedores que foram ao Engenhão, nenhum deles era funcionário público, classe profissional que tem passado por maus bocados na Cidade Maravilhosa.

Enfim, a homenagem foi bonita, a narração dupla de Galvão Bueno e Rafael Henzel, na Rede Globo, foi histórica, quem foi ao Engenhão está de parabéns, mas a CBF poderia ter escolhido um lugar melhor para o Jogo da Amizade.