Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, tão proclamada e comemorada pelos movimentos abolicionistas da época que se formaram.

Como a História comprovou mais tarde, a abolição brasileira não aconteceu por questões humanitárias, mas sim comerciais, já que na virada do século XIX para o XX com a proibição do tráfico em navios negreiros forçados pelos ingleses que queriam a todo custo vender produtos produzidos pela sua recente reforma industrial.

Nesse período, era cada vez mais caro e perigoso trazer escravos novos da África, sendo que a população escrava adulta já estava envelhecida e não conseguia trabalhar como antes.

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Com a chegada dos imigrantes europeus após a abolição, os negros e pardos foram praticamente excluídos da sociedade, passando a viver à margem dela em moradias de condições totalmente precárias, sofrendo todo o tipo de privação, muitos acabaram ingressando na marginalidade justamente por falta de oportunidade.

Segundo pesquisa realizada pelo (Infopen), Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias, existem no país atualmente 622.202 presos, sendo 60% deles negros e pardos; ainda que cerca de 40% sejam presos provisórios (sem julgamento definitivo) tornando o país a quarta maior população carcerária do mundo, atrás somente de Estados Unidos, China e Rússia.

As principais vítimas desse encarceramento são jovens pobres, em sua maioria moradores das muitas comunidades carentes existentes nos grandes centros urbanos.

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Marginalizados desde cedo, influenciados pela mídia, e que estudam em escolas de péssima qualidade e que apenas conhecem o Estado por meio do cassetete policial. Sérios candidatos a se tornarem presidiários.

Essa situação só mudará quando as instituições brasileiras realmente discutirem o prejuízo da escravidão e da falta de uma política de inclusão econômica e social verdadeiramente de caráter libertadora reconhecendo a importância da integração de todas as minorias para a devida formação não só de uma sociedade mais justa e igualitária. #crise penitenciária